Mourão deu aval à venda da Embraer

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, considera que o acordo que selou a venda da Embraer, principal empresa brasileira de aviação, para a Boeing foi "ótimo para o Brasil e para Embraer"; ele diz que a venda é "vital para ela enfrentar a concorrência internacional", desconsiderado o fato de que a venda representa uma ameaça à soberania nacional; Boeing deterá 80% das ações da joint-venture a ser criada, enquanto a Embraer ficará com 20%

Mourão deu aval à venda da Embraer
Mourão deu aval à venda da Embraer

247 - "Ótimo", classificou o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão (PRTB) sobre o acordo fechado entre Boeing-Embraer, anunciado nesta segunda-feira (17). Ele considera que o negócio que selou a entrega da empresa brasileira é o melhor para o Brasil e para a empresa brasileira.

"Acho ótimo para o Brasil e para Embraer, e é vital para ela enfrentar a concorrência internacional", afirmou Mourão, em entrevista ao G1. Ele enfatizou que o governo Bolsonaro é favorável ao acordo e vai aguardar se a aprovação do negócio acontecerá ainda na administração Michel Temer ou se ficará para depois da posse de Bolsonaro.

"Depois que a Bombardier [concorrente da Embraer] se juntou à Airbus, a Embraer precisava buscar um novo parceiro para enfrentar a concorrência internacional", avaliou Mourão, que apesar de militar, desconsidera todos os aspectos referente à soberania e segurança nacional.

Mourão acredita que a negociação "vai permitir que sejamos mais agressivos neste mercado no plano internacional". A Embraer é responsável por parte dos projeto de defesa brasileiros, portanto detém informações de segurança nacional protegidos pelo chamado golden share, para ter poder de veto sobre sua estratégia.

O acordo depende agora da aprovação do governo brasileiro, de acionistas e autoridades regulatórias. De acordo com a parceria, a Boing deterá 80% das ações, no valor de US$ 4,2 bilhões, enquanto a Embraer ficará com 20%. A expectativa da empresa é que a negociação seja concluída até o final de 2019.

O negócio foi avaliado em US$ 5,26 bilhões. Em julho, quando o acordo foi anunciado, o valor estimado era de US$ 4,8 bilhões. A joint venture deve gerar sinergias de cerca de US$ 150 milhões anualmente, antes de impostos, até o terceiro ano de operação.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247