Movimentação portuária tem queda de 1% em 2016

Os portos brasileiros movimentaram 998,068 milhões de toneladas durante o ano passado, uma queda de 1% em relação ao ano anterior; em 2015, a movimentação havia sido de 1,007 bilhão de toneladas; os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); de acordo com o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, a queda, considerada pequena, foi impactada pela quebra de safra do milho, que levou à baixa na movimentação de 37,5% 

SERTÃO SANTANA, RS, BRASIL, 10.07.13: Colheita de milho em Sertão Santana. Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini
SERTÃO SANTANA, RS, BRASIL, 10.07.13: Colheita de milho em Sertão Santana. Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini (Foto: José Barbacena)

Agência Brasil - Os portos brasileiros movimentaram 998,068 milhões de toneladas durante o ano passado, uma queda de 1% em relação ao ano anterior. Em 2015, a movimentação havia sido de 1,007 bilhão de toneladas. Os dados foram divulgados hoje (15) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

De acordo com o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, a queda, considerada pequena, foi impactada pela quebra de safra do milho, que levou à baixa na movimentação de 37,5%. “Este ano [houve] uma pequena queda. A gente poderia nem falar em queda, se não tivesse ocorrido o veranico em algumas regiões do Brasil”, disse.

O milho movimentou 21,4 milhões de toneladas nos portos brasileiros em 2016, um declínio de 37,5% em relação ao ano anterior. A soja movimentou 61,9 milhões de toneladas, uma queda de 3,2%. A carne, cuja movimentação girou em torno de 6,3 milhões de toneladas, teve uma queda 4%. A navegação de longo curso registrou queda de 1,7%, influenciada pela recessão e variação do câmbio.

Os principais produtos movimentados foram minério de ferro, com 376 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%, estimulado pela demanda proveniente da China. Combustíveis, cuja movimentação foi de 223 milhões de toneladas, registraram queda de 3,8%, influenciado pelo cenário econômico.

Os terminais de uso privado responderam por 66% da movimentação, restando 34% aos portos organizados. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação civil, Maurício Quintella Lessa, disse que o Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, destacou-se com 29,1% de aumento na movimentação.

 

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