Multinacionais brasileiras demitem no país e investem no exterior

Após o golpe, que afundou o Brasil em uma crise econômica sem precedentes, multinacionais brasileiras começaram a demitir profissionais de suas operações locais, enquanto suas subsidiárias internacionais seguiram contratando; segundo estudo que será publicado nesta terça-feira (10) pela Fundação Dom Cabral, 57,7% das companhias do tipo contrataram no exterior, enquanto 61,5% delas demitiram no Brasil; foram entrevistadas 54 empresas brasileiras com atuação internacional

Michel Temer, indústria, atividade industrial .2
Michel Temer, indústria, atividade industrial .2 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A crise econômica brasileira levou multinacionais com origem no país a demitir profissionais de suas operações locais, enquanto suas subsidiárias internacionais seguiram contratando.

Segundo estudo que será publicado nesta terça-feira (10) pela Fundação Dom Cabral, 57,7% das companhias do tipo contrataram no exterior, enquanto 61,5% delas demitiram no Brasil.

Foram entrevistadas 54 empresas brasileiras com atuação internacional.

Dessas, dois terços ampliaram suas operações no exterior no ano passado.

A professora da Fundação Dom Cabral Lívia Barakat diz que as subsidiárias no exterior permitiram a muitas empresas manter resultados sustentáveis, mesmo na crise pela qual o Brasil passa.

"Internacionalizar é uma forma de reduzir riscos. Muitas empresas, se não estavam no exterior, passaram a considerar. E, se já estavam, agora pensam em expandir."

Por outro lado, as brasileiras tiveram uma queda de 35% em suas margens de lucro no exterior em 2016. Elas caíram de 11% para 7,9% em relação a 2015, apesar de um faturamento melhor.

As informações são de reportagem de Filipe Oliveira na Folha de S.Paulo.

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