Nassif critica entrega de obras públicas a construtoras estrangeiras

Todos os argumentos centram-se na vantagem que haveria no preço. E nenhuma análise sobre as chamadas externalidades do projeto, diz o jornalista, citando pontos como a qualidade do emprego, o desenvolvimento tecnolóogico e a própria segurança nacional

(Foto: 247)

Por Luis Nassif, no GGN – A cobertura econômica na mídia brasileira continua restrita a bordões sobre livre mercado. E a discussão econômica raras vezes consegui avançar além da visão primária dos cabeções.

Todos os argumentos centram-se na vantagem que haveria no preço. E nenhuma análise sobre as chamadas externalidades do projeto – a maneira como poderá afetar setores.

A profunda ignorância brasileira impede qualquer análise sobre as chamadas externalidades – isto é, os aspectos não diretamente relacionados com o fato em si – e o que o Brasil perde entregando as obras públicas a empresas estrangeiras.

Há externalidades diversas entre uma obra construída por empresas brasileiras ou aquelas entregues a competidores internacionais.

Qualidade de emprego – os melhores empregos ficam na sede da companhia.

Cadeia produtiva –  o desenvolvimento de fornecedores. Empreiteiras são montadoras que, em geral, privilegiam os fornecedores de seu próprio país.

Mercado externo – empreiteiras são agentes de entrada de outros produtos nacionais no exterior.

Segurança nacional – o país demanda desenvolvimento de tecnologia de segurança, de satélites, aviônica, obras em áreas críticas (como o pré-sal). E as empreiteiras são parceiras estratégicas.

Desenvolvimento tecnológico – No Coppe jaz um projeto de veículo leve sobre levitação. A parceria para financiamento e implementação era de uma das empreiteiras abatidas pela Lava Jato.

Leia a íntegra no GGN

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