Nestor Cerveró não foi a "bala de prata". E agora?

Oposição tem um longo feriado para refletir se leva ou não adiante a estratégia de uma CPI exclusiva sobre a Petrobras; depoimento daquele que era esperado como "homem-bomba" frustrou expectativas; além de confirmar a versão da presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena, o ex-diretor Nestor Cerveró não acrescentou um elemento capaz de incendiar o Congresso; desânimo foi estampado nas páginas dos jornais que estão entrincheirados contra o Planalto

Oposição tem um longo feriado para refletir se leva ou não adiante a estratégia de uma CPI exclusiva sobre a Petrobras; depoimento daquele que era esperado como "homem-bomba" frustrou expectativas; além de confirmar a versão da presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena, o ex-diretor Nestor Cerveró não acrescentou um elemento capaz de incendiar o Congresso; desânimo foi estampado nas páginas dos jornais que estão entrincheirados contra o Planalto
Oposição tem um longo feriado para refletir se leva ou não adiante a estratégia de uma CPI exclusiva sobre a Petrobras; depoimento daquele que era esperado como "homem-bomba" frustrou expectativas; além de confirmar a versão da presidente Dilma Rousseff sobre a compra da refinaria de Pasadena, o ex-diretor Nestor Cerveró não acrescentou um elemento capaz de incendiar o Congresso; desânimo foi estampado nas páginas dos jornais que estão entrincheirados contra o Planalto (Foto: Felipe L. Goncalves)

247 - A estratégia da oposição era clara. Claríssima.

Com o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, nesta quarta-feira, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, não teria alternativa a não ser ceder ao suposto clamor popular pela CPI exclusiva sobre a estatal.

A montanha, no entanto, pariu um rato.

E o depoimento de Cerveró, chocho, frustrou as expectativas dos mais aguerridos oposicionistas.

A começar pelos jornalões, que hoje estão entrincheirados contra o Palácio do Planalto.

Todos eles reconhecem que o depoimento do ex-diretor foi um banho de água fria.

Para o Globo, Cerveró "poupou" Dilma. O fato concreto, porém, era outro. Cerveró não poupou a presidente. Apenas não tinha elementos para mentir e incriminá-la impunemente.

No Estado de S. Paulo, Cerveró explicitou a fragilidade de sua posição, ao dizer que as cláusulas polêmicas do contrato de Pasadena – put option e marlim, que obrigavam a Petrobras a comprar a metade dos belgas da Astra e garantiam remuneração mínima aos sócios – eram irrelevantes e não precisavam ser levadas ao conselho de administração.

Mas, como, irrelevantes? Foi justamente ao descobri-las que a presidente Dilma Rousseff mandou desfazer o negócio, ainda como presidente do conselho.

A Folha, por sua vez, foi mais sincera. Cerveró frustrou a oposição, noticiou o jornal da família Frias.

Agora, os oposicionistas têm um longo feriado para refletir sobre a melhor estratégia a seguir.

Vão insistir com uma CPI desde já esfriada pelo depoimento frágil de Cerveró, correndo o risco de ser acusados de contribuir para prejudicar a imagem da Petrobras, empresa que simboliza o orgulho nacional?

Se a CPI não vai levar a lugar algum e não será suficiente para colocar a presidente Dilma em xeque, qual será sua serventia?

A resposta virá da oposição depois da Semana Santa.

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