Nigerianos se preparam para comprar até US$ 2 bi em ativos da Petrobras

Tradings Vitol e Glencore estão em negociações para apoiar financeiramente as empresas nigerianas que correm para comprar ativos de propriedade da Petrobras no país africano avaliados em até US$ 2 bilhões; dinheiro está sendo direcionado para compras de participações em dois grandes campos de petróleo no país do oeste da África; no início do mês, a estatal comandada por Pedro Parente informou o início do processo de desinvestimento de 100% por cento das ações da Petrobras Oil & Gas B.V., que possui os ativos na África

Logo da Petrobras na sede da companhia em Vitória, no Espírito Santo, Brasil 10/02/2017 REUTERS/Paulo Whitaker
Logo da Petrobras na sede da companhia em Vitória, no Espírito Santo, Brasil 10/02/2017 REUTERS/Paulo Whitaker (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - As tradings Vitol e Glencore estão em negociações para apoiar financeiramente as empresas nigerianas que correm para comprar ativos de propriedade da Petrobras no país africano avaliados em até 2 bilhões de dólares, disseram várias fontes familiarizadas com o assunto.

O dinheiro está sendo direcionado para compras de participações em dois grandes campos de petróleo no país do oeste da África, de acordo com fontes bancárias e do setor.

Os consórcios em potencial, incluindo Glencore e Vitol, oferecem aos interessados apoio financeiro que, de outra forma, seria difícil de obter diretamente por meio de bancos internacionais.

Para os comerciantes, um acordo garantiria o acesso ao petróleo de alta qualidade por muitos anos. Eles seriam então capazes de "sindicalizar" a dívida com os bancos.

No início do mês, a Petrobras informou o início da fase vinculante referente ao processo de desinvestimento de 100 por cento das ações da Petrobras Oil & Gas B.V., que possui os ativos na África, como parte de seu plano de desinvestimento para reduzir a elevada dívida.

A empresa é uma joint venture formada pela Petrobras (50 por cento), BTG Pactual E&P B.V. (40 por cento) e Helios Investment Partners (10 por cento), e o processo de venda está sendo liderado pela estatal, que tem um amplo programa de desinvestimento para reduzir sua dívida.

A companhia possui participação em dois blocos em águas profundas de classe mundial na Nigéria, onde se encontram os campos produtores de Akpo e Agbami, o campo de Egina, em fase de desenvolvimento e com o início da produção previsto para o final de 2018, além da descoberta de Preowei, que atualmente está sendo avaliada, segundo nota da Petrobras.

Os campos de Akpo e Egina são operados pela Total e o de Agbami é operado pela Chevron.

O maior comerciante de petróleo do mundo, Vitol, está examinando o apoio a vários licitantes no processo, de acordo com as fontes.

A Mercuria, trading com sede na Suíça, participou da rodada inicial de licitações, mas é improvável que continue no processo, disseram fontes.

A BP também considerou participar de um possível consórcio, mas desistiu.

Glencore, Vitol, Mercuria e BP se recusaram a comentar.

O resultado do negócio pode ser anunciado no início de maio, mas alguns participantes disseram que os ativos podem não ser vendidos em um pacote.

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