No embate fiscal, Meirelles foi derrotado por Temer

Embora a área econômica do governo, liderada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenha defendido o aumento de impostos na discussão sobre a nova meta fiscal para 2017, que foi anunciada ontem e prevê um déficit de US$ 139 bilhões, a ideia foi descartada pelo presidente interino, Michel Temer; as negociações em torno da meta fiscal levaram dias e foram marcadas por divergências entre as áreas técnica e política

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Valter Lima)

247 - Embora a área econômica do governo, liderada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenha defendido o aumento de impostos na discussão sobre a nova meta fiscal para 2017, que foi anunciada ontem e prevê um déficit de US$ 139 bilhões, a ideia foi descartada pelo presidente interino, Michel Temer.

As negociações em torno da meta fiscal levaram dias e foram marcadas por divergências entre as áreas técnica e política. O novo valor só foi decidido horas antes da divulgação. Se, por um lado, expandir receitas com tributos maiores foi rechaçado por Temer, por outro lado perderam os que defendiam que o rombo fosse semelhante ao déficit de R$ 170,5 bilhões previsto para este ano, nas contas do governo central.

Segundo uma fonte ligada ao Palácio do Planalto ouvida pelo "O Globo", o caminho para melhorar as contas públicas terá de ser cortar despesas, o que incluirá revisão dos benefícios sociais e previdenciários em vigor. Esse auxiliar presidencial revelou que Temer resiste ao máximo à alta de impostos.

 

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