No Twitter, Fazenda avisa: vem aí rombo gigante

No momento em que a equipe do ministro Henrique Meirelles vem sendo questionada por propor um déficit gigantesco, ao mesmo tempo em que promete ajuste fiscal, o secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida, usa o Twitter para preparar os ânimos do mercado para um rombo ao redor de R$ 160 bilhões em 2017; "É ilusório esperar recuperação rápida da receita saindo de 2 anos de queda do PIB p/ um crescimento que o mercado estima entre 1% e 2%", postou; segundo ele, o ajuste fiscal "já começou" com a PEC que limita os gastos públicos; a manifestação é uma resposta aos críticos da política fiscal do governo interino de Michel Temer

No momento em que a equipe do ministro Henrique Meirelles vem sendo questionada por propor um déficit gigantesco, ao mesmo tempo em que promete ajuste fiscal, o secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida, usa o Twitter para preparar os ânimos do mercado para um rombo ao redor de R$ 160 bilhões em 2017; "É ilusório esperar recuperação rápida da receita saindo de 2 anos de queda do PIB p/ um crescimento que o mercado estima entre 1% e 2%", postou; segundo ele, o ajuste fiscal "já começou" com a PEC que limita os gastos públicos; a manifestação é uma resposta aos críticos da política fiscal do governo interino de Michel Temer
No momento em que a equipe do ministro Henrique Meirelles vem sendo questionada por propor um déficit gigantesco, ao mesmo tempo em que promete ajuste fiscal, o secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida, usa o Twitter para preparar os ânimos do mercado para um rombo ao redor de R$ 160 bilhões em 2017; "É ilusório esperar recuperação rápida da receita saindo de 2 anos de queda do PIB p/ um crescimento que o mercado estima entre 1% e 2%", postou; segundo ele, o ajuste fiscal "já começou" com a PEC que limita os gastos públicos; a manifestação é uma resposta aos críticos da política fiscal do governo interino de Michel Temer (Foto: Gisele Federicce)

BRASÍLIA (Reuters) - O secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou nesta quarta-feira que a volta da CPMF cheia, a desvinculação de benefícios previdenciários e a reoneração imediata da folha salarial não são medidas viáveis no momento, e defendeu que o governo já está fazendo sua parte no esforço fiscal.

"Debate fiscal está confuso e as sugestões de alguns para melhorar meta do primário não têm viabilidade política porque população não quer", afirmou Mansueto em sua conta no Twitter.

O governo definirá em reunião na noite desta quarta-feira a revisão do déficit primário para o próximo ano em reunião no Planalto, segundo o relator do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, senador Wellington Fagundes (PR-MT).

Segundo fontes do governo disseram à Reuters na terça-feira, a meta para o déficit primário deve ser fixada ao redor dos 160 bilhões de reais.

Diante da percepção de muitos agentes de que o governo não estaria sendo suficientemente austero na definição do resultado primário do ano que vem, Mansueto defendeu que o Executivo está sim fazendo sua parte após ter apresentado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior.

"Pela regra da PEC, se anos consecutivos de quedas sucessivas da despesa (como percentual do PIB) não for ajuste fiscal severo não sei o que é", afirmou ele, após destacar que a aprovação da proposta garantirá um recuo nas despesas primárias de pelo menos 0,5 ponto percentual do PIB para 2017 e 2018.

Para Mansueto, não é possível fazer um ajuste fiscal muito rápido sem elevar a carga tributária. Ele avaliou que a reoneração da folha salarial não seria adequada diante da recessão econômica. E questionou se a população e políticos não gostariam da aprovação da "CPMF cheia de 0,38 por cento".

O secretário disse ainda que a correção de benefícios previdenciários abaixo da inflação seria uma loucura e que não "há como deixar de pagar" a conta de subsídios de 30 bilhões de reais em 2016 e de 27 bilhões de reais em 2017, que atribuiu à cobertura de "programas do governo passado".

"A conta dos anos de política econômica errada chegou. E essa conta não será paga apenas em um ano. Mas dá para recuperar", disse.

(Por Marcela Ayres)

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247.Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247