'O Brasil está muito próximo de viver algo inédito na sua história: a depressão econômica', diz pesquisadora

"Se a inflação acima do teto é um problema, a inflação abaixo do piso, possivelmente em território negativo, é um problema de magnitude igual ou pior", destaca a pesquisadora Monica De Bolle, do Instituto Peterson de Economia Internacional (EUA). "Países que viveram situações deflacionárias mostram a dificuldade de quebrar esse ciclo"

Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: ABr - Reuters)
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247 - Em coluna publicada no jornal O Estado de S.Paulo, a pesquisadora Monica De Bolle, do Peterson Institute for Internacional Economics (Instituto Peterson de Economia Internacional - nos Estados Unidos), afirma que "o Brasil está muito próximo de viver algo inédito na sua história, como tenho escrito nesse espaço". 

"Vamos enfrentar um quadro de depressão econômica, com possível queda de dois dígitos do PIB em 2020, acompanhado de um processo deflacionário", diz a estudiosa, professora da Universidade Johns Hopkins (EUA). 

De acordo com a docente, "deflações são situações de quedas generalizadas do nível de preços: não se trata da queda do preço de um ou outro bem ou serviço, mas de todos os bens e serviços". "Empresas perdem receita e capacidade de sobrevivência, consumidores perdem renda, governos perdem capacidade de arrecadar. A razão dívida/PIB explode. Trata-se de uma situação de falência econômica múltipla", complementa.

"Se a inflação acima do teto é um problema, a inflação abaixo do piso, possivelmente em território negativo, é um problema de magnitude igual ou pior. Países que viveram situações deflacionárias mostram a dificuldade de quebrar esse ciclo", continua. "Sejamos honestos: perante o abismo da deflação, todos somos iguais. Não se olha para o abismo com complacência".

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