"O nível de interesse no pré-sal do Brasil é um fenômeno global", afirma executivo do Citibank

James Reilly, executivo responsável pela área de energia do Corporate Banking do banco Citi, afirma que o pré-sal do Brasil uma das melhores oportunidades do mundo no setor de petróleo por reduzir a queda do custo da produção em águas ultraprofundas e a produtividade de poços

(Foto: Fotos: Reuters)

247 - O governo Jair Bolsonaro não esconde que a Petrobrás está nos planos de privatização até o final da gestão. Enquanto isso, o mercado espera ansioso para lucrar com essa agenda. James Reilly, um dos principais executivos responsáveis pela área de energia do Corporate Banking do banco Citi, confirma aquilo que já sabemos: o pré-sal do Brasil uma das melhores oportunidades do mundo no setor de petróleo.

Em entrevista à Época, o executivo afirma que além da já conhecida alta produtividade dos campos, a redução nos custos de exploração das reservas acima de dois metros de profundidade na Bacia de Santos, tornou as reservas ainda mais disputadas por todo o mundo. 

"Além dos Estados Unidos, não há região que tenha recebido mais foco do setor do que a América Latina. Há um ano, teríamos uma lista com Brasil, México, Argentina e, em menor grau, Colômbia, Equador e Trinidad. Mesmo no ano passado, eu colocaria o Brasil no topo da lista. Hoje há incertezas políticas na Argentina. No México, há uma cautela sobre o futuro da reforma energética. Por isso, acho que o Brasil se destaca. Primeiro, houve uma mudança positiva no ambiente em torno do Brasil tanto política quanto econômica, com mudanças no regime regulatório que impactou a oportunidade do pré-sal. Segundo, o Brasil tem uma província provada de recursos no pré-sal que a diferencia entre outras oportunidades em todo o mundo. É uma oportunidade espetacular para as grandes petroleiras multinacionais que podem lidar com o custo de capital. A produtividade é incomum, assim como o custo operacional dos poços, que podem produzir até 45 mil barris por dia", disse.

Segundo ele, "o nível de interesse no Brasil é um fenômeno global". Cartéis como Exxon, Chevron, Shell, Total, Equinor e BP, estão de olho no pré-sal. 

O destaque par ao Brasil é justamento no avanço que conquistou na produção em águas profundas, carro-chefe da petrolífera brasileira.

"Eu acho que há um amplo debate sobre as condições das águas ultraprofundas e como elas se comparam ao investimento em projetos não convencionais. Eu acho que o que vimos no último ano e meio tem sido a queda no custo de águas ultraprofundas. A produtividade que você obtém no pré-sal torna essa reserva a mais proeminente oportunidade. Por isso, há espaço no portfólio das grandes companhias. As empresas que estão em águas ultraprofundas são os que vão prosperar. E essas empresas já estão aqui no Brasil", destaca.

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