Odebrecht avalia pedir recuperação judicial

Processada em 13 países e mergulhada na Lava Jato, a Odebrecht —hoje reduzida a um terço de seu tamanho original— estuda pedir recuperação judicial; a medica é uma tentativa de salvar a empresa, duramente afetada desde que a operação Lava Jato teve início, há três anos; empreiteira tem pouco caixa e dificuldade de conseguir novos recursos

Sede Odebrecht
Sede Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Executivos da Odebrecht avaliam pedir a recuperação judicial da companhia, que vem enfrentando dificuldades após três anos no centro das investigações da Lava Jato. A empresa responde a processos em 13 países e tem seu tamanho reduzido a um terço do que era antes da operação.

As informações são da coluna Poder em Jogo, de O Globo.

"A avalanche de processos no Brasil e em outros 12 países desencadeada pela investigação afetou drasticamente sua capacidade de geração de recursos.

Areação do governo e do Congresso à Lava-Jato produziu uma aliança inédita entre empresas investigadas e o Ministério Público Federal. Para retomar obras públicas, as empreiteiras têm pressa nos acordos de leniência. A negociação com a AGU, a CGU e o TCU está paralisada.

Em 2014, na gestão Dilma, o entendimento da AGU era que processos não impediam os contratos. Sob Temer, a orientação mudou. As empresas passaram a crer que o interesse dos políticos envolvidos é salvar o próprio pescoço e deixar que paguem a conta do escândalo. Com executivos presos ou condenados e sem caixa, perceberam o abandono dos antigos parceiros. E reforçaram a colaboração com os procuradores."

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