Odebrecht pede desculpas ao Peru por “erros graves”

A Odebrecht pediu desculpas para a sociedade peruana e seus trabalhadores por "erros graves" cometidos por ex-executivos da empresa, em um comunicado divulgado nesta terça-feira; a maior empresa de construção da América Latina admitiu no final do ano passado que pagou cerca de 29 milhões de dólares em suborno para ganhar obras públicas entre 2005 e 2014 no Peru

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Gisele Federicce)
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LIMA (Reuters) - A Odebrecht pediu desculpas para a sociedade peruana e seus trabalhadores por "erros graves" cometidos por ex-executivos da empresa, em um comunicado divulgado nesta terça-feira.

A Odebrecht, maior empresa de construção da América Latina, admitiu no final do ano passado que pagou cerca de 29 milhões de dólares em suborno para ganhar obras públicas entre 2005 e 2014 no Peru, nos governos dos ex-presidentes Alejandro Toledo, Alan Garcia e Ollanta Humala.

"A empresa está fazendo todo o possível para expor e esclarecer em detalhes todos os fatos, para que a justiça chegue a todos os envolvidos, permitindo também o pagamento de uma compensação justa para o Estado", disse a Odebrecht no comunicado.

No início deste mês, os promotores no Peru e a Odebrecht chegaram a um acordo que obriga a empresa a pagar 8,9 milhões de dólares e entregar informação "relevante" sobre o pagamento de propina.

O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, disse nesta terça-feira que está preocupado com a desacelereção do investimento público e que Odebrecht, atualmente sob investigação por corrupção, "deve ir".

"Eles vão ter que vender seus projetos, alguns são muito bons em matéria de fornecimento de eletricidade, rodovias, etc. Lamentavelmente, a burrice da corrupção ficou no meio."

No entanto, Odebrecht reiterou em seu comunicado a sua determinação de buscar alternativas para que os projetos em curso sigam em frente, mantendo empregos e honrando todos os pagamentos aos seus trabalhadores.

(Reportagem de Ursula Scollo)

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