Pan dá prejuízo, perde índice de crédito e testa nervos de Esteves

Presidente do BTG Pactual corta recursos para o banco de varejo Pan, que ele controla com participação minoritária da Caixa; entre onze bancos médios, Pan foi o único a ter prejuízo em 2013, com perdas de R$ 151,7 milhões; banco é presidido por indicado do BTG, José Luiz Acar Pedro; perdas no quatro trimestre foram de R$ 187,9 milhões, apontando para cofre esvaziado; índice de crédito sofre queda a nível "preocupante"; diretoria pressionada

Presidente do BTG Pactual corta recursos para o banco de varejo Pan, que ele controla com participação minoritária da Caixa; entre onze bancos médios, Pan foi o único a ter prejuízo em 2013, com perdas de R$ 151,7 milhões; banco é presidido por indicado do BTG, José Luiz Acar Pedro; perdas no quatro trimestre foram de R$ 187,9 milhões, apontando para cofre esvaziado; índice de crédito sofre queda a nível "preocupante"; diretoria pressionada
Presidente do BTG Pactual corta recursos para o banco de varejo Pan, que ele controla com participação minoritária da Caixa; entre onze bancos médios, Pan foi o único a ter prejuízo em 2013, com perdas de R$ 151,7 milhões; banco é presidido por indicado do BTG, José Luiz Acar Pedro; perdas no quatro trimestre foram de R$ 187,9 milhões, apontando para cofre esvaziado; índice de crédito sofre queda a nível "preocupante"; diretoria pressionada (Foto: Marco Damiani)
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247 – Banqueiro de grandes lances, André Esteves, do BTG Pactual, vai se mostrando até aqui uma nulidade entre seus colegas que dirigem bancos de porte médio, com atuação no mercado de varejo, com agências abertas ao público. No ano de recuperação desse setor, o Pan foi o único banco médio brasileiro a sofrer prejuízo, com perdas de R$ 151,7 milhões em 2013. Controlado pelo BTG e com participação minoritária da Caixa, o Pan é presidido por José Luiz Acar Pedro. Apenas no quarto trimestre, o prejuízo foi de R$ 187,9 milhões, o que aponta para um início de ano de cofre esvaziado.

O mau resultado foi acompanhado por outro. Trata-se do risco de crédito, que aumentou no Pan. A instituição teve seu índice de Basilea rebaixado de 14,3% para 13,4%. “É um patamar preocupante”, disse o economista Leandro Stormer ao portal Ig. Significa que para cada R$ 100 que empresta aos tomadores, o Pan tem apenas R$ 13,40 como lastro da operação.

Em 2012, os acionistas aportaram R$ 1,8 bilhão na instituição. Mesmo irritados com a falta de resultados, os homens fortes do BTG resolveram dar crédito à administração de Acar. Agora, se não houver dinheiro novo, o Pan já aponta para mais problemas. Enquanto André Esteves se recusar a atuar como investidor, o quadro da instituição tende a se agravar.  

A disparidade do prejuízo do Pan é tão gritante em relação ao lucro de outros bancos médios que, em uma amostra de 11 instituições do segmento, o crescimento de 9% do grupo em 2013 ficaria 10% menor sem o banco na amostra, como mostrou recente matéria do jornal Brasil Econômico.

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