Para chicago-boy Paulo Guedes, alta real do salário mínimo hoje pode gerar desemprego

Em entrevista nesta quarta-feira (18), o ministro da Economia Paulo Guedes praticamente acabou com qualquer perspectiva sobre aumento do salário mínimo acima da correção da inflação, exigida pela Constituição

Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes
Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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247 - Demonstrando o peculiar desprezo dos chicago-boys por "tudo aquilo ligado ao povo e pela realidade do país", para usar as palavras de Nelson Werneck Sodré, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou nesta quarta-feira (18) que um reajuste do salário mínimo acima da inflação no momento atual pode gerar "desemprego em massa", informa a Folha de S.Paulo.

"Quando perguntam se tenho uma política salarial, eu falo assim: O que você quer? Que eu anuncie o salário mínimo para três, quatro anos à frente, dizendo que vai aumentar bastante em termos reais? Se eu fizer isso hoje, eu posso estar estimulando desemprego em massa", disse em entrevista à imprensa.

Apesar de ter dito que definirá o reajuste para o ano que vem até o dia 31 de dezembro, a expectativa é que Guedes dê aos trabalhadores apenas a correção da inflação - exigência Constitucional -, interrompendo um ciclo de ganho real do salário mínimo que já durava 25 anos.

O orçamento de 2020, aprovado nesta terça-feira (17) no Congresso Nacional, fixou um mínimo de R$ 1.031 a partir de janeiro. Dessa forma, não há aumento acima da inflação em relação ao valor atual, de R$ 998. O valor final do mínimo é fixado por decreto presidencial.

Em agosto, a equipe de Paulo Guedes anunciou que o piso salarial poderia subir para R$ 1.039 no ano que vem. O valor, porém, tende a ser revisado, já que houve queda nos indicadores de inflação de 2019. 

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