Para o IBGE, turbulência política ajuda a explicar queda do PIB

Segundo a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, as turbulências política e econômica contribuíram para o desempenho negativo da economia no terceiro trimestre, que encolheu 1,7%; "A turbulência política tem impacto. Só não temos como mensurar quanto foi", diz; a paralisação da mineradora Samarco, após a tragédia em Mariana (MG), deve afetar o PIB da indústria extrativa no quarto trimestre

Segundo a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, as turbulências política e econômica contribuíram para o desempenho negativo da economia no terceiro trimestre, que encolheu 1,7%; "A turbulência política tem impacto. Só não temos como mensurar quanto foi", diz; a paralisação da mineradora Samarco, após a tragédia em Mariana (MG), deve afetar o PIB da indústria extrativa no quarto trimestre
Segundo a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, as turbulências política e econômica contribuíram para o desempenho negativo da economia no terceiro trimestre, que encolheu 1,7%; "A turbulência política tem impacto. Só não temos como mensurar quanto foi", diz; a paralisação da mineradora Samarco, após a tragédia em Mariana (MG), deve afetar o PIB da indústria extrativa no quarto trimestre (Foto: Aquiles Lins)

247 - Para a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Claudia Dionísio, as turbulências política e econômica contribuíram para o desempenho negativo da economia no terceiro trimestre.

"A turbulência política tem impacto. Só não temos como mensurar quanto foi", diz. "A retração foi maior e generalizada". O IBGE não trabalha com o conceito de recessão e evita fazer comentários sobre o desempenho da economia no ano como um todo, pois ainda não tem os dados completos do quarto trimestre.

A paralisação da mineradora Samarco, após a tragédia em Mariana (MG), deve afetar o PIB da indústria extrativa. O setor foi exatamente o que teve o melhor desempenho no terceiro trimestre, pela ótica da oferta, com crescimento de 4,2% ante 2014.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a economia brasileira encolheu 1,7% entre julho e setembro, na terceira queda consecutiva ante o trimestre anterior. O instituto destacou, ainda, que o recuo de 3,1% na indústria da Transformação no terceiro trimestre foi o principal responsável pela queda de 1,3% do PIB da indústria.

"Foi a maior queda (dentro do setor)", apontou Claudia. O resultado geral só não foi pior porque houve avanço na produção e distribuição de eletricidade, gás e água. Ainda dentro do PIB industrial, a construção civil registrou recuo de 0,5% ante o segundo trimestre.

Ao mesmo tempo, a taxa Selic atingiu no terceiro trimestre o patamar de 14% ao ano, contra 10,9% no mesmo período de 2014, uma alta expressiva. Isso se somou a uma inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 9,5% no trimestre, indicador que rodava a 6,6% no terceiro trimestre do ano passado.

 

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