Para Schwartsman, 2014 é um ano que já acabou

Crítico ácido da política econômica, o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman afirma que nada de importante será feito neste ano, em razão do calendário eleitoral

Crítico ácido da política econômica, o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman afirma que nada de importante será feito neste ano, em razão do calendário eleitoral
Crítico ácido da política econômica, o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman afirma que nada de importante será feito neste ano, em razão do calendário eleitoral (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - Um dos críticos mais ácidos da política econômica, Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, afirma que 2014 é um ano que já acabou. "Não parece provável que o governo se engaje em um esforço de austeridade às vésperas da eleição", diz ele, em artigo publicado na Folha de S. Paulo (leia aqui).

"É cada vez mais claro, em particular, que o governo precisa encarar um considerável ajuste fiscal, principalmente no que se refere às suas despesas", diz ele. "Não se requer, contudo, nenhum conhecimento político mais profundo para concluir que – tendo evitado fazê-lo sob condições eleitorais mais favoráveis – não parece nada provável que o governo possa se engajar em um esforço de austeridade às vésperas da eleição".

Segundo ele, que prega abertamente o arrocho fiscal, resta esperar 2015. "A dúvida (talvez a esperança) que persiste refere-se a 2015. Um novo governo se instalará (muito provavelmente, a continuação do atual) e terá a oportunidade de promover os ajustes requeridos livre da camisa de força eleitoral. Resta saber se a aproveitará."

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