Parente quer vender campos históricos da Petrobras

O presidente da Pedrobras, Pedro Parente, pretende se desfazer de campos antigos e históricos para a estatal, como o de Guaricema, primeira exploração no mar no Brasil, e Enchova, onde começou a produção na Bacia de Campos

27/07/2016- Brasília - Presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente interino Michel Temer (José Cruz/Agência Brasil)
27/07/2016- Brasília - Presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente interino Michel Temer (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - A Petrobras pôs à venda 30 campos de petróleo em águas rasas. Entre eles, está o de Guaricema, onde começou a exploração no mar no Brasil, e o de Enchova, primeiro a produzir na Bacia de Campos. No caminho para equilibrar as finanças, a Petrobras está se desapegando até mesmo de parte de sua história. Com foco na redução da dívida — de R$ 364,8 bilhões no primeiro trimestre — e em projetos que oferecem retorno mais rápido, a estatal incluiu na sua lista de ativos à venda campos de petróleo que marcaram a trajetória da companhia.


A estatal pretende se desfazer de sete conjuntos de campos de petróleo em águas rasas, num total de 30 concessões. Entre eles, está o de Guaricema, no litoral de Sergipe, a primeira descoberta de petróleo no mar no Brasil, em 1968, onde foram testadas as primeiras tecnologias voltadas para campos marítimos.

Como a própria Petrobras destaca na exposição que marcou os 60 anos da companhia, investir na exploração do campo foi, na época, uma decisão estratégica, pois o país importava petróleo a baixo custo (US$ 3 por barril). No mesmo ano, porém, foi criada a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e o cenário para o produto começou a mudar, com alta de preços.

Na lista, consta ainda o Campo de Enchova, o primeiro a iniciar a produção de petróleo na Bacia de Campos, com exploração comercial a partir de 1977, com uma produção de dez mil barris por dia numa plataforma flutuante. A exploração de petróleo na região completa 40 anos em 2017.
A exploração de petróleo no Campo de Enchova também é marcada por um dos maiores acidentes numa plataforma da Petrobras. Em agosto de 1984, um incêndio destruiu a plataforma e uma das embarcações de emergência despencou ao ter o cabo rompido. O acidente, que matou 37 pessoas, foi causado por um vazamento de gás num poço que estava sendo perfurado.

As informações são de reportagem de Ramona Ordoñez em O Globo.

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