Paulo Guedes tentou usar reforma administrativa para privatizar estatais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou incluir na proposta de reforma administrativa dispositivo para facilitar a privatização de empresas estatais da União, Estados e Municípios

Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento no Palácio do Planalto 16/09/2020
Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento no Palácio do Planalto 16/09/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A proposta original da reforma administrativa, de autoria do ministro da Economia, Paulo Guedes, continha trechos que previam a privatização de empresas estatais de todos os entes da Federação. Esses dispositivos propostos pelo governo foram depois retirados do texto enviado ao Congresso Nacional.

Esses dispositivos privatistas constam de documentos do Ministério da Economia e revelam que o ministro Paulo Guedes tentou incluir na proposta de reforma administrativa dispositivo para facilitar a privatização de empresas estatais de todos os entes da Federação. 

Segundo o jornal O Globo, a ideia estava na versão da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que Guedes enviou ao Planalto em fevereiro deste ano.

O trecho foi retirado antes do envio da proposta ao Congresso, o que só ocorreu no mês passado. O texto original de Guedes ainda tentava suspender o salário de servidores de carreira que concorressem durante as eleições, o que hoje não acontece hoje, e ainda previa a exoneração dos ocupantes de cargos de confiança que registrassem suas candidaturas.

Esses documentos, agora revelados, estavam sob sigilo no Ministério da Economia, informa o jornal. 

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247