PDG, uma das maiores incorporadas do Brasil, pede recuperação judicial

Uma das maiores incorporadoras do Brasil, a PDG Realty entregou ao Tribunal da Justiça de São Paulo seu pedido de recuperação, com R$ 7,8 bilhões em débitos totais, com quase 23 mil credores; a PDG chegou a ser a maior incorporadora de capital aberto do país, em 2010 e 2011. Em crise há anos, está sem lançar nada desde o fim de 2014; a situação se agravou drasticamente com aumento dos distratos (desistências) e pela condição de patrimônio líquido negativo em R$ 838 milhões ao fim de setembro

PDG Realty
PDG Realty (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Uma das maiores incorporadoras do Brasil, a PDG Realty entregou ao Tribunal da Justiça de São Paulo seu pedido de recuperação, com R$ 7,8 bilhões em débitos totais, com quase 23 mil credores. A PDG chegou a ser a maior incorporadora de capital aberto do país, em 2010 e 2011. Em crise há anos, está sem lançar nada desde o fim de 2014. A situação se agravou drasticamente com aumento dos distratos (desistências) e pela condição de patrimônio líquido negativo em R$ 838 milhões ao fim de setembro.

As informações são de reportagem do Valor.

"APDG não marca a estreia do ramo imobiliário nas recuperações judiciais, mas é certamente a mais emblemática - pelo tamanho e quantidade de envolvidos. Além das regras específicas, o setor carrega um ineditismo que é levar o consumidor final ao processo. Dos débitos totais, R$ 1 bilhão está relacionado a processos com clientes - de distratos a multas por atrasos e discussões sobre consertos.

Nos quase quatro meses de preparo da estratégia, o time envolvido no caso - a administração da PDG, a RK Partners e o escritório especializado E.Munhoz - dedicou o tempo em conversas com os bancos para estruturar um modelo amigável, com menor risco de litígio. Além disso, foi necessário levantar e organizar grande quantidade de certidões e documentos.

A recuperação da PDG leva à Justiça 512 sociedades de propósitos específicos (SPEs). Para cada uma delas foi necessário entregar dez documentos. A papelada completa ultrapassa 20 mil páginas.

Do total de SPEs, 57 possuem patrimônio de afetação. Após as polêmicas envolvendo a estreante do setor em recuperação judicial, a Viver, a PDG escolheu um caminho diverso. Cada uma dessas 57 possui um capítulo dedicado na petição entregue ao juiz, justamente para garantir que o processo de reestruturação da dívida respeite o patrimônio de afetação. Com isso, os credores ligados a cada obra 'afetada' terão a solução respeitando o vínculo a esses ativos.

Procurada, a companhia não comentou o assunto. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse antes da abertura do pregão que a recuperação judicial possibilita manter suas atividades e preservar o caixa do negócio, além de ser a maneira encontrada para coordenar, com prazos definidos, todos os envolvidos no processo.

Ontem, os papéis da incorporadora registraram queda de 10,83%, para R$ 2,88. O valor de mercado da empresa encerrou o dia abaixo de R$ 142 milhões."

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