Petroleiros acusam Parente de vender sondas a preço de banana

Ex-representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras Deyvid Bacelar denuncia mais uma ação de Pedro Parente para desmantelamento da Petrobrás; segundo Bacelar, Parente realiza, na surdina, um leilão internacional para venda de seis sondas da empresa. A informação que ele obteve é de que o leilão ocorreu ontem, dia 10 de maio, às 14 horas no Edifício Senado, no Rio de Janeiro. "Muitos petroleiros e petroleiras foram pegos de surpresa e o sentimento despertado é de indignação", declarou; sondas P-59 e P-60 são as mais novas e também as mais valiosas. No entanto, receberam ofertas que não cobrem sequer 10% do que foi investido pela Petrobras na construção das unidades

Plataforma semi-submersível P-27 operando no Campo de Marlim na Bacia de Campos
Plataforma semi-submersível P-27 operando no Campo de Marlim na Bacia de Campos (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O ex-representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras Deyvid Bacelar denuncia mais uma ação de Pedro Parente para desmantelamento da Petrobrás.

Segundo material divulgado pela Federação Única dos Petroleiros, Parente realiza, na surdina, um leilão internacional para venda de seis sondas da empresa. A informação que ele obteve é de que o leilão ocorreu ontem, dia 10 de maio, às 14 horas no Edifício Senado, no Rio de Janeiro. "Muitos petroleiros e petroleiras foram pegos de surpresa e o sentimento despertado é de indignação", declarou Deyvid.

As sondas leiloadas foram:

P-10 vendida em leilão por US$ 900.000,00;
P-16 vendida em leilão por US$ 920.000,00;
P-17 vendida em leilão por US$ 1.000.000,00;
P-23 vendida em leilão por US$ 1.300.000,00;
P-59 ofertada lance único de US$ 30.000.000,00. Passível de confirmação se será aceito;
P-60 ofertada lance único de US$ 30.000.000,00. Passível de confirmação se será aceito;

As sondas P-59 e P-60 são as mais novas e também as mais valiosas. No entanto, receberam ofertas que não cobrem sequer 10% do que foi investido pela Petrobras na construção das unidades. Elas foram as primeiras sondas autoelevatórias construídas no Brasil, após décadas de paralisia da indústria naval brasileira e custaram US$ 360 milhões cada uma.

"A Petrobrás gasta milhões com flotéis e aluguéis de sondas terceirizadas. Por que não utilizar essas sondas que estão sendo vendidas a preço de banana? Está claro que o que interessa de fato a essa gestão é beneficiar os investidores estrangeiros", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Em nota divulgada no dia 17 de março, a FUP já alertava para os impactos deste desmonte. "Além de dilapidar o patrimônio da Petrobrás, a atual diretoria está comprometendo o expertise da empresa em uma atividade onde sempre foi referência. O setor de perfuração e sondagem está sendo totalmente desmobilizado, assim como outras áreas estratégicas da companhia. Um desmonte que vem sendo implementado ao longo dos últimos dois anos, com a hibernação das sondas que agora serão doadas ao mercado. Tudo isso com a anuência da diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, funcionária de carreira da Petrobrás, que chegou ao cargo no governo do PT, através de um projeto que salvou a empresa do limbo da privatização e do sucateamento herdado do PSDB", denunciou a Federação na época.

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