'Política monetária tem de permanecer especialmente vigilante'

"O BC tem agido para assegurar sua convergência (da inflação) à trajetória de metas", afirmou o presidente do Banco Central, segundo assessoria de imprensa, ressaltando que "os efeitos da política monetária são cumulativos e se manifestam com defasagens"; em evento em São Paulo, Alexandre Tombini ressaltou que "a política monetária no contexto atual deve se manter especialmente vigilante"

Alexandre Tombini, Governor of the Central Bank of Brazil, gestures during a session at the annual meeting of the World Economic Forum (WEF) in Davos January 24, 2014.                                                   REUTERS/Denis Balibouse (SWITZERLAND
Alexandre Tombini, Governor of the Central Bank of Brazil, gestures during a session at the annual meeting of the World Economic Forum (WEF) in Davos January 24, 2014. REUTERS/Denis Balibouse (SWITZERLAND (Foto: Gisele Federicce)
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SÃO PAULO, 12 Mar (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta quarta-feira que a autoridade monetária tem atuado para garantir que a inflação vá para a trajetória de metas, voltando a ressaltar que os efeitos da política monetária são cumulativos e que é necessário permanecer "especialmente vigilante".

"O BC tem agido para assegurar sua convergência (da inflação) à trajetória de metas", afirmou Tombini segundo assessoria de imprensa do BC, ressaltando que "os efeitos da política monetária são cumulativos e se manifestam com defasagens".

Tombini participou de evento em São Paulo, fechado à imprensa, no qual também ressaltou que "a política monetária no contexto atual deve se manter especialmente vigilante".

Pela manhã, foi divulgado que o IPCA acelerou um pouco mais do que o esperado em fevereiro, com alta de 0,69 por cento, influenciado sobretudo pela alta nos preços de educação.

O número corroborou a visão do mercado de que o BC elevará mais uma vez a Selic em abril em 0,25 ponto percentual, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente, a 11 por cento.

Tombini repetiu os argumentos que já vêm sendo colocados há algum tempo, como na última ata do Copom, a qual informou que a inflação continuava mostrando resistência, indicando nova alta na taxa básica de juros.

Tombini disse ainda que o ritmo de crescimento em 2014 deve se manter em patamar próximo ao de 2013. Ele voltou a avaliar que o cenário externo passa por um "período de transição", puxada pela recuperação dos Estados Unidos.

Para o presidente do BC, "o aumento da volatilidade nos mercados internacionais é reflexo desse processo de realinhamento de preços relativos, fenômeno que não deve ser confundido com vulnerabilidade".

Tombini defendeu que o Brasil tem "robustos fundamentos econômicos e financeiros" e informou que, em fevereiro, houve ingresso líquido de 9,2 bilhões de dólares em renda fixa, bolsa e Investimento Estrangeiro Direto (IED). "E tais fluxos continuam fortes nos primeiros dias úteis de março".

"O Brasil tem respondido a esse período de transição e maior volatilidade nos mercados financeiros de forma clássica, com ajuste de políticas macroeconômicas e flexibilidade cambial", acrescentou.

(Reportagem de Tiago Pariz)

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