Presidente da Caixa faz manobra contábil para desvalorizar banco

O presidente bolsonarista da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ordenou que a instituição faça uma manobra contábil com o claro objetivo de desvalorizar o branco e criar clima para a privatização; manobra cria uma provisão extraordinária de até R$ 7 bilhões para supostas perdas esperadas com calotes no financiamento imobiliário e com a desvalorização de imóveis que foram retomados pelo banco; cúpula do banco está protestando contra a decisão, pois confronta as práticas contábeis históricas da instituição, que contam com aval de auditores independentes e do TCU

Presidente da Caixa faz manobra contábil para desvalorizar banco
Presidente da Caixa faz manobra contábil para desvalorizar banco (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O presidente bolsonarista da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ordenou que a instituição faça uma manobra contábil com o claro objetivo de desvalorizar o banco e criar clima para a privatização. A manobra é a de criar uma provisão extraordinária de até R$ 7 bilhões para supostas perdas esperadas com calotes no financiamento imobiliário e com a desvalorização de imóveis que foram retomados pelo banco. A cúpula do banco está protestando contra a decisão, pois confronta as práticas contábeis históricas da instituição, que contam com aval de auditores independentes e do Tribunal de Contas da União(TCU).

Segundo a agência de notícias Reuters, a medida proposta por Guimarães, que está há menos de dois meses no cargo, deve reduzir o lucro anual da Caixa para menos de R$ 10 bilhões. A instituição financeira registrou, até setembro do ano passado, um lucro líquido de R$ 11,5 bilhões, e a  expectativa era que este valor chegasse a até R$ 16 bilhões ao final do exercício. O banco ainda não divulgou suas demonstrações contábeis referentes a 2018.

A manobra contábil, porém, gerou insatisfação entre os diretores da Caixa. A avaliação é que a medida desautoriza normas e práticas adotadas pela instituição financeira e que possuíam respaldo de auditorias independentes, além do próprio Banco Central (BC) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

O artifício promovido por Guimarães acontece em meio aos preparativos para que a Caixa venda parte de seus negócios à iniciativa privada, como a gestão de recursos, seguros e cartões

 

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