Presidente do Carrefour não vê retomada no consumo

Presidente do Carrefour, Charles Desmartis, vê a economia brasileira de modo receoso; "No ramo alimentar, há poucos sinais tangíveis de melhoria. Observando o consumo nas categorias em que a demanda aumenta em função dos produtos mais baratos, não há reflexo de modo a haver uma melhoria global de consumo nos segmentos que têm maior renda no varejo brasileiro", disse o executivo em inauguração de loja em São Paulo

A patron shops for fruit at a store operated under the Dia brand, a unit of Carrefour SA, in Sao Paulo, Brazil, on Monday, March 8, 2010. Wal-Mart Stores Inc. says it will spend $1.2 billion this year on store openings and expansion in a strategy to edge
A patron shops for fruit at a store operated under the Dia brand, a unit of Carrefour SA, in Sao Paulo, Brazil, on Monday, March 8, 2010. Wal-Mart Stores Inc. says it will spend $1.2 billion this year on store openings and expansion in a strategy to edge (Foto: Charles Nisz)

Infomoney - O Carrefour não vê ainda sinais retomada no consumo de produtos do segmento alimentar de modo tangível, apesar das promoções e da natural demanda entre as categorias com preços menores, disse o presidente do Carrefour no Brasil, Charles Desmartis, durante a inauguração de seu hipermercado "flagship" (loja modelo) no Jardim Pamplona Shopping, nos Jardins, zona sul de São Paulo, que também abre nesta quarta-feira, 26.

"No alimentar, há poucos sinais tangíveis de melhoria", disse. Ele observou que, ainda considerando o consumo nas categorias em que a demanda aumenta em função dos produtos mais baratos, "não há reflexo de modo a haver uma melhoria global de consumo nos segmentos que têm maior renda no varejo brasileiro".

Desmartis não quis fazer projeções sobre quando pode haver retomada no consumo do segmento não alimentar e afirmou que o Carrefour acompanha os sinais de demanda com atenção. "É prematuro (fazer projeção) e estamos olhando loja por loja e região por região, mas não há sinal de retomada massiva da demanda por consumo no segmento alimentos".

De todo modo, notou haver melhoria na demanda fora do alimentar, destacando que os sinais positivos decorrem de uma base de comparação menor e do fato de que houve fechamento de lojas especializadas em algumas regiões, abrindo espaço para o Carrefour. Ele citou ainda o esforço da rede varejista francesa em sofisticar e ampliar a oferta de produtos nessa categoria.

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