Prisão de Esteves vira preventiva. Sem prazo

A decisão acaba de ser tomada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal; com isso, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, não tem data para deixar a carceragem de Bangu 8, no Rio de Janeiro; decisão tende a agravar a situação do BTG Pactual, que colocou ativos à venda, como a rede de hospitais D'Or, para fazer caixa diante da crise de confiança; também foi mantida a prisão de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS)

A decisão acaba de ser tomada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal; com isso, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, não tem data para deixar a carceragem de Bangu 8, no Rio de Janeiro; decisão tende a agravar a situação do BTG Pactual, que colocou ativos à venda, como a rede de hospitais D'Or, para fazer caixa diante da crise de confiança; também foi mantida a prisão de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS)
A decisão acaba de ser tomada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal; com isso, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, não tem data para deixar a carceragem de Bangu 8, no Rio de Janeiro; decisão tende a agravar a situação do BTG Pactual, que colocou ativos à venda, como a rede de hospitais D'Or, para fazer caixa diante da crise de confiança; também foi mantida a prisão de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS) (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, converteu a prisão temporária do banqueiro André Esteves em preventiva. Com isso, o dono do BTG Pactual não tem mais data para deixar a carceragem de Bangu 8, no Rio de Janeiro. Também foi mantida a prisão de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

A decisão tende a agravar a situação do BTG Pactual, que colocou ativos à venda, como a rede de hospitais D'Or, para fazer caixa.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre a venda de ativos:

BTG Pactual oferece fatia na Rede D'Or a parceiros, dizem fontes

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo BTG Pactual aproximou-se de parceiros na Rede D'Or São Luiz para a venda de sua participação de 12 por cento na maior rede de hospitais do Brasil, uma vez que o banco de investimento lida com as consequências da prisão do presidente André Esteves na última semana, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Os executivos do banco com sede em São Paulo vinham negociando a fatia na Rede D'Or desde agosto, embora a prisão de Esteves tenha "acelerado as negociações", disseram as fontes, que pediram anonimato porque o processo continua privado.

(Reportagem de Guillermo Parra-Bernal e Tatiana Bautzer)

Leia, ainda, reportagem da Agência Brasil sobre a decisão de Teori:

STF mantém prisão de André Esteves e de chefe de Gabinete de Delcídio

Michèlle Canes – repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki converteu as prisões temporárias do diretor executivo do Banco BTG Pactual, André Esteves, e do chefe de Gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, em preventivas. Divulgada no início da noite de hoje (29), a decisão atende a pedido encaminhado ontem (28) pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

À 0h, terminaria o prazo das prisões temporárias. Com a decisão do ministro, ambos permanecerão presos por tempo indeterminado. Segundo a Assessoria de Comunicação de Zavascki, a decisão foi baseada na análise do material levantado e dos depoimentos prestados ao longo dos cinco dias de prisão de Esteves e de Ferreira.

Para o ministro, o material coletado preenche os requisitos para a conversão das prisões e mostra que a medida é necessária para garantir a efetivação da justiça. Responsável pela defesa de André Esteves, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, chegou a entrar com pedido no STF para que a prisão não fosse prorrogada.

André Esteves e Diogo Ferreira foram presos na última quarta-feira (25) durante a Operação Lava Jato. Esteves está no presídio de Bangu 1, no Rio de Janeiro. Ferreira está na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Além deles, foram presos o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o advogado Edson Ribeiro, ex-advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos da delação premiada de Cerveró e do filho dele Bernardo Cerveró para pedir as prisões. As prisões foram autorizadas no último dia 24 por Zavascki e executadas no dia seguinte pela Polícia Federal.

Segundo o documento enviado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal, no qual faz o pedido de prisão dos investigados, a procuradoria diz que Delcídio tentou dissuadir Nestor Cerveró de aceitar o acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Caso o acordo fosse firmado, o ex-diretor da Petrobras não deveria mencionar o senador e André Esteves. AAgência Brasil não conseguiu contato com a assessoria da PGR.

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