Puxada pelo Brasil, extrema pobreza na América Latina tem pior índice em dez anos

Segundo relatório da CEPAL, órgão econômico ligado à ONU, um em cada dez latino-americanos vive atualmente na pobreza extrema (10,2%); o resultado negativo é explicado, em boa parte, pelo mau desempenho do Brasil, de longe o país mais populoso da região e que entre 2015 e 2017 viu a pobreza extrema crescer de 4% para 5,5% da sua população

Puxada pelo Brasil, extrema pobreza na América Latina tem pior índice em dez anos
Puxada pelo Brasil, extrema pobreza na América Latina tem pior índice em dez anos (Foto: Agência Brasil)

247 - Um em cada dez latino-americanos vive atualmente na pobreza extrema (10,2%), o dado mais alto em uma década na região, segundo o relatório Panorama Social 2018, da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL, órgão da ONU), apresentado nesta terça-feira 15 em Santiago, no Chile.

Em 2002, 57 milhões de pessoas viviam em situação de miséria na América Latina. O número subiu para 62 milhões em 2017 e ainda para 63 milhões no ano passado, de acordo com a pesquisa, que não considerou os dados da Venezuela, alegando falta de credibilidade nos números do governo de Nicolás Maduro.

O resultado negativo é explicado, em boa parte, pelo mau desempenho do Brasil, de longe o país mais populoso do grupo e que entre 2015 e 2017 viu a pobreza extrema crescer de 4% para 5,5% da sua população.

O levantamento ainda mostra que, apesar disso, a taxa geral de pobreza medida pela renda se manteve estável (30,2%, a mesma do ano anterior) e a desigualdade diminuiu de forma significativa desde 2000.

Os dados levantados pelo IBGE sobre a extrema pobreza no Brasil são ainda mais elevados: aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões, conforme divulgação feita em dezembro de 2018.

O ano de 2017 foi o segundo consecutivo em que a extrema pobreza cresceu, após um imenso progresso do país entre 2001 e 2012, período em que se erradicou 75% da pobreza extrema no Brasil, de acordo com cálculos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

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