Recolonizado, Brasil cede aos Estados Unidos na cota do aço

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes, anunciou que o setor siderúrgico brasileiro cedeu e concordou em reduzir suas exportações aos Estados Unidos através de cotas; a redução será de 7,4%, se a comparação for com o ano de 2017; o mercado de aço semiacabado representa 80% das vendas do Brasil para os EUA; a aceitação passiva é reflexo do golpe de 2016, que reconverteu o Brasil em colônia e anão diplomático

Fábrica de alumínio no Estado de São Paulo. 24/06/2015 REUTERS/Paulo Whitaker
Fábrica de alumínio no Estado de São Paulo. 24/06/2015 REUTERS/Paulo Whitaker (Foto: Gustavo Conde)

247 – O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes, anunciou que o setor siderúrgico brasileiro cedeu e concordou em reduzir suas exportações aos Estados Unidos através de cotas.  A redução será de 7,4%, se a comparação for com o ano de 2017. O mercado de aço semiacabado representa 80% das vendas do Brasil para os EUA.

“(...) a cota será dada pela média das exportações brasileiras para os Estados Unidos no período de 2015 a 2017. No caso dos produtos acabados, será aplicado ainda um redutor de 30% sobre a média. Esse redutor não será aplicado aos semiacabados, que são insumo para a indústria local. “Exportação continua sendo vital”, disse Lopes, ao explicar que a indústria siderúrgica ocupa no momento 68% de sua capacidade e precisa manter a produção. Para o executivo, “o acordo não foi de todo ruim”, principalmente porque foi apresentado num formato “pegar ou largar”.

Na segunda-feira, os americanos, que vinham dialogando sobre a possibilidade de excluir o Brasil das sobretaxas ao aço e ao alumínio anunciadas em março, deram suas negociações com o Brasil por encerradas e colocaram sobre a mesa duas opções: cota ou sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e de 10% sobre as de alumínio”.

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