Reforma da Previdência prejudica fortemente os informais, diz pesquisador

O professor do Centro dos Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) Dari Krein afirma que "as propostas de reforma da Previdência e da carteira verde amarela, que vêm sendo vazadas pela imprensa, vão excluir ainda mais do sistema previdenciário os trabalhadores informais do país, que hoje são quatro de cada 10"

Reforma da Previdência prejudica fortemente os informais, diz pesquisador
Reforma da Previdência prejudica fortemente os informais, diz pesquisador (Foto: Reprodução (Youtube))

247 - O professor do Centro dos Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) Dari Krein afirma que "as propostas de reforma da Previdência e da carteira verde amarela, que vêm sendo vazadas pela imprensa, vão excluir ainda mais do sistema previdenciário os trabalhadores informais do país, que hoje são quatro de cada 10".

"A carteira verde amarela significa a exclusão da totalidade dos trabalhadores sem registro em carteira e dos que trabalham por conta própria. Essa reforma prejudica fortemente os informais", diz.

A situação já é dramática para 34,3 milhões de trabalhadores que estão no mercado de trabalho, mas não têm carteira assinada, são informais ou autônomos e não estão contribuindo com o INSS porque não têm renda, segundo a pesquisa do PNDA Continua do IBGE, de 2018.

De acordo com o estudioso, o governo cria dificuldades adicionais para os informais e, ao criar um regime diferenciado da CLT para quem entrar no mercado de trabalho, deixará os futuros trabalhadores sem escolha. Ou perdem direitos e segurança ou não conseguirão trabalhar. Seus relatos foram publicados pela CUT.

Krein lembra ainda que o modelo de capitalização chileno em que os trabalhadores contribuem com 10% ao mês, paga hoje aos idosos menos de 40% do que eles contribuíram. Com a carteira verde amarela, o trabalhador brasileiro vai contribuir com 8,5% e o governo com outros 8,5%. O total de 17% de contribuição baseado num sistema de capitalização vai dar uma renda de no máximo 60% daquilo que a pessoa contribuiu a vida inteira.

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