Reforma da Previdência será ‘dura’, mas não vai zerar déficit, diz Padilha

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a proposta de reforma da Previdência que está sendo elaborada pelo governo será "no limite do possível", mas que não será o suficiente para cobrir o déficit do sistema; ele também confirmou que a proposta fixará a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria; segundo ele, a reforma "não vai tirar nem um centavo de direito adquirido"

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após anunciar a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após anunciar a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a proposta de reforma da Previdência que está sendo elaborada pelo governo será "no limite do possível", e que apesar de "dura" não será o suficiente para cobrir o déficit do sistema. Padilha disse, ainda, que a reforma da Previdência "não vai tirar nem um centavo de direito adquirido".

"Não vamos inventar a roda", afirmou. "Vamos andar na direção em que o mundo andou", completou. O ministro confirmou que a proposta fixará a idade mínima de 65 anos a aposentadoria e que haverá uma regra de transição de 15 anos para homens e 20 anos para mulheres.

Para Padilha, "a reforma ideal é a que zerasse o déficit", mas ele reconheceu que para isso acontecer seria preciso triplicar as contribuições previdenciárias ou aumentar a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As duas ideias são consideradas inviáveis pelo governo.

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