Reforma tributária de Bolsonaro provocaria rombo de R$ 27 bilhões

A proposta de reforma tributária do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pode provocar um rombo anual de R$ 27 bilhões segundo cálculos do economista Sergio Gobetti (a pedido do jornal Folha de S. Paulo); a proposta de reforma de Bolsonaro é, entre outras coisas, a adoção de uma alíquota única, de 20%, para faixas de renda acima de cinco salários mínimo; segundo as contas de Gobetti, a isenção até cinco salários mínimos e a adoção da alíquota de 20% no imposto de pessoas físicas geraria perdas de R$ 69 bilhões

Reforma tributária de Bolsonaro provocaria rombo de R$ 27 bilhões
Reforma tributária de Bolsonaro provocaria rombo de R$ 27 bilhões (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)

247 - A proposta de reforma tributária do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pode provocar um rombo anual de R$ 27 bilhões segundo cálculos do economista Sergio Gobetti (a pedido do jornal Folha de S. Paulo). A proposta de reforma de Bolsonaro é, entre outras coisas, a adoção de uma alíquota única, de 20%, para faixas de renda acima de cinco salários mínimo. Segundo as contas de Gobetti, a isenção até cinco salários mínimos e a adoção da alíquota de 20% no imposto de pessoas físicas geraria perdas de R$ 69 bilhões.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "a mesma alíquota para as empresas provocaria uma queda de R$ 34 bilhões na arrecadação. Já a tributação dos dividendos traria ganhos de R$ 76 bilhões. O resultado é uma perda de R$ 27 bilhões ao ano".

"É uma proposta positiva, mas não dá para arriscar perder receita na conjuntura atual. Não dá para aumentar o desequilíbrio fiscal", afirma Isaías Coelho, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Coelho defende o fim de subsídios para empresas para evitar o rombo.

Há, porém, duras críticas à adoção da alíquota única de 20% por Bolsonaro.

Segundo o jornal, "Fernando Gaiger Silveira, pesquisador do Ipea (Instituto de Política Econômica Aplicada), diz que a proposta de Guedes e Cintra é primária porque vai na contramão das discussões internacionais".

Ele diz: "não faz sentido adotar uma alíquota única de Imposto de Renda num país tão desigual como o Brasil".

 

 

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