Resultado da reforma será mais desigualdade, diz Haddad

"Se considerarmos que em média os trabalhadores só conseguem contribuir para a Previdência seis meses por ano, a idade mínima de 65 anos seria apenas uma referência ilusória. A aposentadoria parcial, de valor reduzido, só seria possível aos 77 anos de idade, e a integral seria quase inalcançável", aponta Fernando Haddad

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247 – O professor Fernando Haddad avalia que a reforma da Previdência provocará um aumento da desigualdade no Brasil, em artigo publicado neste sábado. "O que esperar da conclusão desta etapa da obra? Alguns pesquisadores dão como certo o aumento da desigualdade. A reforma trabalhista tornou ainda mais precário o mercado de trabalho, reduzindo o salário médio direto e benefícios", diz ele. "E agora, a reforma da Previdência aumenta a desigualdade no acesso à aposentadoria", aponta.

"A reforma Bolsonaro reduz tanto o valor da aposentadoria parcial quanto da aposentadoria integral. Se, além disso, considerarmos que em média os trabalhadores só conseguem contribuir para a Previdência seis meses por ano, a idade mínima de 65 anos seria apenas uma referência ilusória. A aposentadoria parcial, de valor reduzido, só seria possível aos 77 anos de idade, e a integral seria quase inalcançável", afirma ainda.

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