Retração do PIB deve levar País a novo recorde de recuperações judiciais

Um levantamento da consultoria Alvares & Marsal, com base no histórico de pedidos dos últimos anos, aponta mais de 2,5 mil empresas que pediram recuperação judicial

Com objetivo de evitar o contágio por covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, o governo do Distrito Federal, decretou o fechamento de todos os shoppings de Brasília
Com objetivo de evitar o contágio por covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, o governo do Distrito Federal, decretou o fechamento de todos os shoppings de Brasília (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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247 - Especialistas estimam que o volume de pedidos de recuperação judicial posso atingir patamar recorde. Um levantamento da consultoria Alvares & Marsal, com base no histórico de pedidos dos últimos anos, aponta mais de 2,5 mil empresas nessa situação. Se confirmado, o resultado será quase 40% superior ao recorde verificado em 2016, quando 1,8 mil companhias recorreram ao Judiciário.

"Pelo histórico verificado de 2007 para cá, vimos uma correlação grande entre a queda do PIB e o aumento das recuperações judiciais", afirma o diretor de reestruturação da A&M, Leonardo Coelho, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. A estimativa da consultoria considera projeção de queda de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). 

De acordo com o levantamento, uma queda de 1,5% do PIB levaria 2,1 mil empresas à recuperação judicial entre o terceiro trimestre deste ano e o terceiro trimestre de 2021. Se cair 3%, 2,2 mil entrariam com pedido. 

"As companhias que sobreviveram à última crise conseguiram se reinventar, mas ainda não têm caixa para aguentar muito tempo de paralisação", afirma Coelho, acrescentando que, diferentemente de outros anos, a atual crise é generalizada entre os setores.

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