Rombo do setor publico bate recorde e chega a R$ 155,8 bi, diz BC

Sob o comando da dupla Michel Temer e do ministro da fazenda, Henrique Meirelles, setor público consolidado (União, estados, municípios e empresas estatais) apresentou um déficit primário de R$ 155,8 bilhões em 2016; déficit equivale a 2,47% do PIB, segundo o Banco Central (BC); resultado é recorde em toda a série histórica do BC, iniciada em 2001

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temer-meirelles (Foto: Paulo Emílio)
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Mariana Branco, repórter da Agência Brasil - O setor público consolidado (União, estados, municípios e empresas estatais) apresentou um déficit primário de R$ 155,8 bilhões em 2016. O déficit equivale a 2,47% de que tudo que o país produziu no ano passado – o Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e riquezas produzidos por um país -, divulgou hoje (31) o Banco Central (BC).

O resultado deficitário é recorde em toda a série histórica do BC, iniciada em 2001. O déficit primário supera o registrado para 2015, de R$ 111,2 bilhões. Em dezembro, houve déficit de R$ 70,7 bilhões do setor público consolidado.

As contas negativas no ano foram puxadas pelo Governo Central (governo federal, Previdência Social e Banco Central), cujo déficit primário ficou em R$ 159,473 bilhões no ano passado.

Os governos estaduais tiveram superávit de R$ 6,787 bilhões e os municipais, déficit de R$ 2,121 bilhões. As empresas estatais (excluídas Petrobras e Eletrobras) tiveram déficit de R$ 983 milhões.

A meta de déficit primário para 2016, conforme aprovada pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), era de R$ 163,9 bilhões.

A dívida bruta do Brasil atingiu 69,5% do PIB em dezembro, caindo um ponto percentual na comparação com o mês de novembro.

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