Se general Luna fizer o certo, que é mudar a política de preços, diretoria sai, avisa Merval

Colunista do Globo, Merval Pereira, pressiona o general Joaquim Luna e Silva a não mexer na política de preços que penaliza brasileiros e favorece investidores internacionais

Merval Petrobras
Merval Petrobras (Foto: Gisele Federicce)
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247 - É grande a pressão para que o general Joaquim Silva e Luna, escolhido por Jair Bolsonaro para presidir a Petrobrás, não altere a política de preços da Petrobrás e assim mantenha os privilégios dos acionistas internacionais, em detrimento dos consumidores e dos produtores da economia brasileira. “Toda a diretoria da Petrobras pretende sair junto com o presidente Roberto Castello Branco, e o Conselho de Administração terá que ser também demitido caso a substituição de Castello Branco no Conselho pelo General Joaquim Silva e Luna se dê antes de 25 de março, quando termina seu mandato de dois anos como conselheiro. Não é impossível que o Conselho resolva não aceitar a nomeação se ela for antes do fim do mandato”, escreveu o colunista Merval Pereira, do Globo.

“Se o futuro presidente da Petrobras, General Joaquim Silva e Luna, chegar com uma proposta de mudar o critério adotado para reajuste do preço dos combustíveis, é provável que o Conselho se demita. O Conselho se reuniria na terça-feira para reconduzir Castello Branco e toda a diretoria, mas agora a pauta mudou: analisarão a nomeação do General. A crise do aumento dos combustíveis tem origem em uma pressão do próprio Conselho sobre o presidente, pois a maioria dos conselheiros achava que os aumentos estavam sendo dados com atraso, pela cautela de Castello Branco em não criar problemas com o presidente Bolsonaro. O aumento recente foi maior do que o habitual justamente pela necessidade de atualizar os preços de acordo com o mercado internacional. A Petrobras perdeu hoje mais de 30 bilhões em valor de mercado”, disse ainda Merval.

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