Senado também vai investigar denúncia contra a Petrobras

Por iniciativa dos tucanos Aloysio Nunes (SP) e Paulo Bauer (SC), a Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) aprovou por unanimidade a criação de uma comissão conjunta com a Câmara para investigar denúncia de pagamento de propina na estatal

Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fala durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) destinada a debater as relações diplomáticas entre o Brasil e a França, com a presença do embaixador daquele país no Brasil
Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fala durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) destinada a debater as relações diplomáticas entre o Brasil e a França, com a presença do embaixador daquele país no Brasil (Foto: Gisele Federicce)
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Karine Melo - Repórter da Agência Brasil 

Por iniciativa dos tucanos Aloysio Nunes (SP) e Paulo Bauer (SC), a Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) aprovou nesta quinta-feira (13), por unanimidade, a criação de uma comissão conjunta com a Câmara dos Deputados para investigar denúncia de corrupção na Petrobras. "Queremos atuar com os deputados nessas investigações", disse o presidente do colegiado, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Os senadores querem informações da investigação feita na Holanda sobre a SBM Offshore, que presta serviços para a indústria petrolífera. Segundo denúncia de um ex-funcionário da companhia, US$ 250 milhões foram pagos de propina, entre 2005 e 2011. Desse total, US$ 139 milhões teriam sido destinados a funcionários da Petrobras.

No fim de 2013, a SBM Offshore, que tem contratos com a companhia brasileira para aluguel de plataformas, admitiu em uma nota a existência de investigação interna para apurar práticas impróprias, cometidas por funcionários.

"A gravidade das denúncias motivou a louvável iniciativa da Câmara dos Deputados e deve compelir também o Senado Federal a participar efetivamente do processo", disse Aloysio Nunes ao apresentar seu requerimento. "Devido ao caráter internacional da questão, estamos convencidos de que esta Comissão de Relações Exteriores tem o dever de acompanhar o desenrolar dos fatos com a maior proximidade possível", complementou ele ao justificar a proposta.

O número de componentes e seus nomes ainda não foram definidos, mas o objetivo, segundo Ferraço, é que a estrutura seja enxuta. Os senadores devem fazer um trabalho conjunto com os deputados, mas elaborar um relatório independente.

A criação da comissão externa da Petrobras na Câmara ocorreu como desdobramento da rebelião da base aliada do governo, que apoiou um requerimento da oposição. Ricardo Ferraço (PMDB-ES) descartou que a aprovação da comissão tenha sido motivada pela crise na outra Casa. "Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Não vejo qualquer tipo de contaminação", garantiu.

Ontem, o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), apresentou uma proposta de trabalho da comissão externa. O grupo deve ser composto por cinco deputados – três governistas e dois oposicionistas – e só vai para a Holanda em uma segunda fase dos trabalhos.

Com Agência Senado

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