Shell se destaca em leilão com pré-sal

Os dois leilões do pré-sal nesta sexta-feira tiveram seis blocos arrematados, dos oito ofertados, com a arrecadação de um total de 6,15 bilhões de reais, com destaque para a participação da Shell, segunda maior produtora de petróleo do Brasil, que participou de lances por todas as áreas negociadas e levou três prospectos; o governo levou elevados percentuais de óleo nas rodadas, que foram sob partilha de produção, com forte competição nas áreas de Peroba e Norte de Carcará

Rio de Janeiro - Representantes de empresas entregam suas propostas no leilão da partilha de blocos do pré-sal em evento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. 
Rio de Janeiro - Representantes de empresas entregam suas propostas no leilão da partilha de blocos do pré-sal em evento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.  (Foto: Gisele Federicce)

Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier e Luciano Costa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os dois leilões do pré-sal nesta sexta-feira tiveram seis blocos arrematados, dos oito ofertados, com a arrecadação de um total de 6,15 bilhões de reais, com destaque para a participação da Shell, segunda maior produtora de petróleo do Brasil, que participou de lances por todas as áreas negociadas e levou três prospectos.

Apesar de o bônus ter ficado abaixo do previsto (7,7 bilhões de reais), uma vez que o governo tinha a expectativa de que todos os blocos seriam arrematados, o governo levou elevados percentuais de óleo nas rodadas, que foram sob partilha de produção, com forte competição nas áreas de Peroba e Norte de Carcará.

Nas licitações de partilha, as empresas vencedoras são as que oferecem ao Estado brasileiro, a partir de um percentual mínimo fixado, o maior percentual de excedente em óleo. O bônus é fixo.

Apenas consórcios liderados por empresas que já são operadoras no pré-sal brasileiro (Petrobras, Shell e Statoil) venceram o leilão, ante expectativa do governo de ver uma diversificação das lideranças na importante província petrolífera.

"Nossa participação foi super ativa, estou extremamente feliz e seremos operadores em dois blocos, o que é extremamente importante para nós", disse o CEO da Shell no Brasil, André Araújo, a jornalistas.

Apesar de a operação das novas áreas seguir nas mãos das companhias que já atuam no Brasil, o leilão mostrou a entrada de novas empresas no polígono do pré-sal, como a norte-americana Exxon.

Na lei atual, áreas do polígono do pré-sal apenas podem ser leiloadas sob regime de partilha de produção.

Como esperado pelo mercado, as áreas de Entorno de Sapinhoá e Gato do Mato foram arrematadas por consórcios que já atuam em áreas adjacentes.

No caso do Entorno de Sapinhoá, o consórcio vencedor foi Petrobras, Shell e Repsol Sinopec. Já no caso de Gato do Mato, venceram as petroleiras Shell e Total.

Peroba, área bastante concorrida no dia, com a disputa de três consórcios, foi vencida por Petrobras, BP e CNODC, com oferta de 76,96 por cento de óleo à União.

A área de Carcará foi vencida pelo consórcio Statoil, Exxon e Petrogal, marcando novamente o interesse da gigante Exxon no pré-sal brasileiro.

A área de Alto de Cabo Frio Central foi levada por Petrobras e BP e Alto de Cabo Frio Oeste, por Shell, QPI e CNOOC.

Pau Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde não receberam lances, mesmo após duas oportunidades oferecidas para cada uma durante os leilões. Ambas as áreas voltarão a ser ofertadas em algum momento, segundo a reguladora ANP.

Com reportagem adicional de Simon Webb e Alexandra Alper

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