Siderurgia aposta que 2016 terá nova retração

Representantes do setor de siderurgia apostam que 2016 será o segundo ano consecutivo de diminuição nas vendas de aço, 6% em comparação com 2015, após retração superior a 20% no ano passado em comparação com 2014; quadro é resultado da situação interna dos setores automotivo, bens de capital e construção civil; saída para as siderúrgicas será encontrar espaço no mercado externo

Representantes do setor de siderurgia apostam que 2016 será o segundo ano consecutivo de diminuição nas vendas de aço, 6% em comparação com 2015, após retração superior a 20% no ano passado em comparação com 2014; quadro é resultado da situação interna dos setores automotivo, bens de capital e construção civil; saída para as siderúrgicas será encontrar espaço no mercado externo
Representantes do setor de siderurgia apostam que 2016 será o segundo ano consecutivo de diminuição nas vendas de aço, 6% em comparação com 2015, após retração superior a 20% no ano passado em comparação com 2014; quadro é resultado da situação interna dos setores automotivo, bens de capital e construção civil; saída para as siderúrgicas será encontrar espaço no mercado externo (Foto: Voney Malta)
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247 – Tudo indica que 2016 será uma ano difícil para as siderúrgicas brasileiras, de acordo com avaliação de representantes do próprio setor, que avaliam que o cenário interno terá uma retração de 6% em comparação a 2015. Aliás, em 2015 o setor registrou queda nas vendas acima de 20% em comparação com 2014.

E a origem questão que atinge a siderurgia é a baixa demanda interna por conta da situação dos setores automotivo, bens de capital e construção civil. Claramente, o baque da crise política e econômica tem afetado profundamente o setor. A queda na atividade industrial apresenta como pior sintoma a opção da Usiminas de Cubatão, em São Paulo, de paralisar sua atividade primária por conta dos prejuízos registrados.

E tudo leva a crer que o mesmo caminho poderá ser seguido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda. No ano que vem a indústria deverá suspender a produção do seu alto-forno de número dois. Caso isso seja concretizado, cerca de  três mil pessoas perderão os seus postos de trabalho.

O presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, prevê para 2016 o segundo ano consecutivo de queda de vendas de aço, projetada pela entidade em 6% em relação a 2015, após retração de mais de 20% no ano passado na comparação com 2014.

Para o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, primeiro trimestre de 2016 já começará muito ruim, ainda mais na base de comparação, já que o primeiro trimestre de 2015 foi relativamente bom. O ano será difícil para as usinas, tendo em vista as projeções de queda da atividade industrial. Ele prevê, também, que em 2017 haverá mais uma queda nas vendas, em torno de 4%. Para reduzir os efeitos da crise a estratégia das siderúrgicas será buscar desputar o mercado externo.

 

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