Sindicato vê irregularidades e promete entrar com processo contra privatização da Eletrobras

Concentrados nesta terça-feira 3 em frente à sede da Eletrobras no Rio de Janeiro, em ato em defesa das estatais brasileiras e da soberania nacional, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais denunciaram irregularidades na proposta de venda das distribuidoras da empresa de energia pelo governo Temer; denúncias apresentadas pela Associação de trabalhadores da Eletrobrás (AEEL) na semana passada envolvem o presidente da companhia, Wilson Ferreira

Concentrados nesta terça-feira 3 em frente à sede da Eletrobras no Rio de Janeiro, em ato em defesa das estatais brasileiras e da soberania nacional, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais denunciaram irregularidades na proposta de venda das distribuidoras da empresa de energia pelo governo Temer; denúncias apresentadas pela Associação de trabalhadores da Eletrobrás (AEEL) na semana passada envolvem o presidente da companhia, Wilson Ferreira
Concentrados nesta terça-feira 3 em frente à sede da Eletrobras no Rio de Janeiro, em ato em defesa das estatais brasileiras e da soberania nacional, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais denunciaram irregularidades na proposta de venda das distribuidoras da empresa de energia pelo governo Temer; denúncias apresentadas pela Associação de trabalhadores da Eletrobrás (AEEL) na semana passada envolvem o presidente da companhia, Wilson Ferreira (Foto: Gisele Federicce)

247 - Sindicalistas denunciam irregularidades na proposta de venda da Eletrobras pelo governo de Michel Temer e prometem entrar com processo contra a privatização das distribuidoras da empresa.

Nesta terça-feira 3, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais se concentraram em frente à sede da companhia no Rio de Janeiro, em ato em defesa das estatais brasileiras e da soberania nacional. A caminhada seguiu até a sede da Petrobras e tomou a Avenida Rio Branco.

Na semana passada, a Associação de trabalhadores da Eletrobrás (AEEL) divulgou denúncias sobre o processo de privatização das distribuidoras envolvendo o presidente da empresa, Wilson Ferreira.

De acordo com a entidade, mesmo após as denuncias sobre a participação ilegal no processo de privatização das distribuidoras de seu braço direito Oscar Salomão, que já haviam sido feitas pela associação, Oscar voltou a frequentar a empresa para ter acesso aos dados finais enviados pelo BNDES para a Eletrobrás.

Para a AEEL, a reiterada participação irregular de Oscar, ligado a 3G Radar e a Elena Landau, será motivo de um processo que pode atrapalhar os planos da empresa.

"A sede por dados confidenciais é tanta que Oscar já havia entrado em conflito com o BNDES ao solicitar o acesso aos dados antecipadamente, chegando inclusive a articular junto ao MME um pedido de troca dos gestores do processo no BNDES. Pelo jeito ele precisou esperar que os dados chegassem até a Eletrobras para ter acesso", denuncia a associação em comunicado.

"Oscar voltou para terminar seus serviço para a 3G. O agravante é que Oscar não tem mais vínculo com a Eletrobras e sua participação põe em cheque a idoneidade do processo de privatização. Fica cada vez mais clara a articulação da 3G junto ao presidente da empresa, Wilson Ferreira. A privataria repete velhos hábitos", prossegue o texto.

BTG e a venda das SPES

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) denunciou essa semana também a contratação irregular do BTG Pactual para atuar na venda das participações da Eletrobras em Sociedades de Propósito Especifico (SPEs).

De acordo com o sindicato, existiriam dois problemas com a contratação. De um lado, por se tratar de um serviço oferecido por vários bancos e empresas especializadas, a contratação deveria ter sido feita através de licitação.

Por ordem do presidente da empresa, Wilson Ferreira, a contratação foi feita sem licitação e foi escolhida a empresa que ofereceu R$ 5 milhões, o maior preço entre as 3 empresas consultadas (valor pelo menos 35% superior ao oferecido pela segunda colocada).

O sindicato afirma também haver um conflito de interesses, pois o BTG é dono de uma comercializadora de energia, detem 36% das ações da empresa de energia ENEVA e possui participação acionária na Equatorial Energia.

Além disso, há a suspeita de que o BTG estaria utilizando dados confidenciais da empresa para divulgação de relatórios favoráveis a privatização da Eletrobras divulgados pela mídia hegemônica, acrescenta os sindicalistas.

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