Skaf abre primeira crítica ao governo Temer

"Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o Banco Central erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos", diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que atuou de forma explícita pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff

"Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o Banco Central erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos", diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que atuou de forma explícita pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff
"Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o Banco Central erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos", diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que atuou de forma explícita pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (Foto: Paulo Emílio)

247 - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou, em nota, a decisão do Banco Central (BC) em manter a taxa de juros nos atuais 14,25%. Esta foi a primeira crítica aberta de Paulo Skaf, que presidente a entidade, contra o governo interino.

Segundo a Fiesp, "dessa forma, o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias", o que é "um erro".

"Temos de lembrar que o PIB caiu 3,8% em 2015 e que, neste ano, sofrerá nova queda de mais de 3%. O Brasil precisa retomar rapidamente a rota do crescimento econômico. Já temos mais de 11 milhões de desempregados", lembrou Skaf, na nota.

"Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o BC erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos", finalizou o dirigente da Fiesp, que atuou de forma explícita pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Leia a íntegra:

"BC erra e cria impedimento à retomada do crescimento", diz Skaf

Nesta terça-feira, 28/6, o Banco Central do Brasil divulgou o Relatório Trimestral de Inflação, no qual afirma: "Dessa forma, o cenário central não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias", deixando clara a intenção de manter a taxa de juros nos atuais 14,25% por mais tempo. Um erro, na opinião da Fiesp.

A inflação de 2015 foi de 10,7%. Este ano, projeta-se algo próximo a 7,3% e 5,5% para 2017. Fica claro que a inflação está caminhando para a meta e que a demora do Banco Central em iniciar um ciclo de redução da taxa Selic é uma decisão equivocada.

"Temos de lembrar que o PIB caiu 3,8% em 2015 e que, neste ano, sofrerá nova queda de mais de 3%. O Brasil precisa retomar rapidamente a rota do crescimento econômico. Já temos mais de 11 milhões de desempregados. Ao propor a manutenção da Selic no patamar atual, o BC erra e cria mais um impedimento à retomada do crescimento e à criação de empregos", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

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