Skaf: Recuo do PIB mostra urgência em reduzir juros e estimular crédito

Para 2017, a Fiesp projeta crescimento de 0,8% do PIB, desde que haja condições para uma recuperação com força da atividade; "Para aproveitar esse vento favorável, é urgente incentivar o investimento na produção, o que só vai acontecer com a redução mais acelerada das taxas de juros e com o aumento da oferta de crédito", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

O presidente da Federa��o das Ind�strias do Estado de S�o Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fala � imprensa depois de audi�ncia com o presidente do Senado, Renan Calheiros, no Congresso Nacional (Antonio Cruz/Ag�ncia Brasil)
O presidente da Federa��o das Ind�strias do Estado de S�o Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fala � imprensa depois de audi�ncia com o presidente do Senado, Renan Calheiros, no Congresso Nacional (Antonio Cruz/Ag�ncia Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - Os números divulgados pelo IBGE nesta terça-feira 7 mostram recuo de 0,9% do PIB brasileiro no 4º trimestre de 2016 em relação ao trimestre anterior. E os dados fechados do ano confirmam que o país passa pela pior crise desde a década de 1930, com um encolhimento acumulado da economia de 7,2% em 2015 e 2016.

Para 2017, a Fiesp projeta crescimento de 0,8% do PIB, desde que haja condições para uma recuperação com força da atividade. 

"Para aproveitar esse vento favorável, é urgente incentivar o investimento na produção, o que só vai acontecer com a redução mais acelerada das taxas de juros e com o aumento da oferta de crédito", afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

"Não dá para perder o momento, com sinais positivos, como a geração de empregos em janeiro, a queda acentuada da inflação e a recuperação da confiança pelos empresários", diz nota divulgada pela entidade.

"A diferença entre a taxa básica de juros e a inflação está absurdamente alta, e a principal fonte de financiamento do investimento produtivo – o BNDES – está paralisada, não dando às empresas o crédito necessário para a retomada da atividade. Outros bancos também restringem novos empréstimos. Sem crédito em condições viáveis, não há como investir na produção", prossegue a nota.

Para Skaf, "é hora de soltar as velas e deixar o barco navegar de novo. Vencidas as ondas próximas da praia, a viagem deverá ser tranquila, graças às reformas estruturais em curso, como o limite de crescimento dos gastos do Governo, já aprovado, a mudança da lei do petróleo, a reforma tributária e a modernização da legislação trabalhista".

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