Steinbruch revela o crescente desconforto do PIB com o golpe

O artigo do empresário Benjamin Steinbruch, dono da CSN, demonstra que já há uma importante divisão entre os capitalistas nacionais em relação ao golpe de 2016; enquanto grupos rentistas e setores financeiros tentam dar oxigênio a Michel Temer para que ele conclua o desmonte do Estado, setores industriais manifestam inconformismo com o fim do BNDES, na gestão de Maria Silvia Bastos Marques, a alta de impostos promovida por Henrique Meirelles e a falta de autoridade de Temer, que permitiu uma operação como a Carne Fraca contra um setor estratégico da economia brasileira; a tendência é que empresários também abandonem o Titanic

O artigo do empresário Benjamin Steinbruch, dono da CSN, demonstra que já há uma importante divisão entre os capitalistas nacionais em relação ao golpe de 2016; enquanto grupos rentistas e setores financeiros tentam dar oxigênio a Michel Temer para que ele conclua o desmonte do Estado, setores industriais manifestam inconformismo com o fim do BNDES, na gestão de Maria Silvia Bastos Marques, a alta de impostos promovida por Henrique Meirelles e a falta de autoridade de Temer, que permitiu uma operação como a Carne Fraca contra um setor estratégico da economia brasileira; a tendência é que empresários também abandonem o Titanic
O artigo do empresário Benjamin Steinbruch, dono da CSN, demonstra que já há uma importante divisão entre os capitalistas nacionais em relação ao golpe de 2016; enquanto grupos rentistas e setores financeiros tentam dar oxigênio a Michel Temer para que ele conclua o desmonte do Estado, setores industriais manifestam inconformismo com o fim do BNDES, na gestão de Maria Silvia Bastos Marques, a alta de impostos promovida por Henrique Meirelles e a falta de autoridade de Temer, que permitiu uma operação como a Carne Fraca contra um setor estratégico da economia brasileira; a tendência é que empresários também abandonem o Titanic (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Os sinais de naufrágio do golpe de 2016, fruto da aliança entre Aécio Neves, Eduardo Cunha, Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso, já são evidentes não apenas na política, mas também na economia.

No campo político, o movimento mais explícito foi o do senador Renan Calheiros (PMDB-RJ), que anunciou publicamente seu rompimento com o governo de Michel Temer, chamado por ele de "governo Eduardo Cunha". O motivo é óbvio: 90% dos eleitores de Renan rejeitam Temer (leia aqui).

Na economia, o movimento mais importante partiu do empresário Benjamin Steinbruch, dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em artigo publicado ontem (leia aqui). 

De uma só tacada, ele demonstrou inconformismo com o fim do BNDES, na gestão de Maria Silvia Bastos Marques, a alta de impostos promovida por Henrique Meirelles e a falta de autoridade de Temer, que permitiu uma operação como a Carne Fraca contra um setor estratégico da economia brasileira.

"A autodestruição da atividade industrial tem uma sequência assustadora nos últimos anos. O necessário combate à corrupção, em vez de punir só os corruptos, está dinamitando empresas nacionais. A indústria naval, a de petróleo, a da construção e agora os frigoríficos são setores importantes diretamente atingidos. Em todos eles, o Brasil alcançou um nível altamente competitivo no cenário global", disse Steinbruch.

"A continuar essa sequência destrutiva, a tendência óbvia será a desnacionalização desses setores —desvalorizadas e sem recursos, as empresas se tornam alvos fáceis para o capital estrangeiro. Soma-se a isso uma conjuntura adversa para a empresa nacional. O principal veículo de financiamento ao desenvolvimento, o BNDES, está contraído e receoso. O governo reduz desonerações, o que significa aumentar impostos, e faz novo corte de R$ 10 bilhões em investimentos. O câmbio não ajuda as exportações. A taxa básica de juros continua em nível absurdo, 12,25% ao ano, embora o BC tenha começado a reduzi-la, mas com muita lentidão e medo."

O artigo de Steinbruch demonstra que já há uma importante divisão entre os capitalistas nacionais em relação ao golpe de 2016. Enquanto grupos rentistas e setores financeiros tentar dar oxigênio a Michel Temer para que ele conclua o desmonte do Estado, setores industriais se preocupam com a destruição da indústria brasileira, que atingiu níveis alarmantes em 2015 e 2016, anos da preparação e da execução do golpe. E o mais grave é que não há recuperação à vista. 

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