Temer e sua PEC do teto derrubaram gastos com saúde e educação em 2017

No primeiro ano de vigência da regra do teto de gastos, como já era esperado, os gastos com saúde e educação despencaram no Brasil; graças ao pacote de maldades imposto por Michel Temer, as despesas do governo com saúde e educação caíram 3,1% no ano passado em relação a 2016, se descontada a inflação; governo havia prometido que as duas áreas teriam no ano passado um volume de gastos maior do que em 2016, o que não ocorreu; expectativa é que os desembolsos caiam ainda mais a partir de agora

Temer e sua PEC do teto derrubaram gastos com saúde e educação em 2017
Temer e sua PEC do teto derrubaram gastos com saúde e educação em 2017 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - As despesas do governo com saúde e educação caíram 3,1% no ano passado em relação a 2016, se descontada a inflação. Em termos nominais, o gasto total nas duas áreas ficou congelado, saindo de R$ 191,2 bilhões para R$ 191,3 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), feito com base em dados do Tesouro.

O recuo chama a atenção por ter sido o primeiro ano de vigência da regra do teto de gastos, que impede que as despesas cresçam acima da inflação. Saúde e educação ficaram de fora da nova regra no ano passado justamente para que tivessem um fôlego antes de serem incluídas no teto de gastos este ano. A promessa do governo era que essas duas áreas teriam no ano passado um volume de gastos maior do que em 2016, o que não ocorreu. O volume desembolsado em 2017 passará a ser corrigido pela inflação a partir deste ano até a vigência da regra do teto.

Na saúde, o gasto efetivo foi de R$ 107,2 bilhões, quando o piso estabelecido era de R$ 109 bilhões. 

As informações são de reportagem de Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues no Estado de S.Paulo.

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