Tijolaço ironiza a "retomada" que continua em queda na economia

"Os números comprovam: não há nenhuma retomada de crescimento fora do discurso do Governo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Não existe 'política economica de gogó' nem 'fator Miriam Leitão' que perdure na atividade econômica. A não ser nos jornais, que talvez apresentem a queda como 'melhora'. Mas mesmo para eles está difícil"

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva no ministério (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva no ministério (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Os números da Folha, hoje, comprovam: não há nenhuma retomada de crescimento fora do discurso do Governo.

Levantamento feito pelos economistas José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto, da FGV, previu um queda real (descontada a inflação) de 7,3% na arrecadação federal em relação ao já desastroso mês de setembro de 2015.

Mês passado, quando haviam previsto 9% de queda real na comparação anual, o resultado veio ainda um pouco pior: 10% de retração.

Queda de 7,3% significa que a arrecadação terá um valor nominal praticamente igual ao de setembro do ano passado, projetando um déficit semelhante ao  registrado em agosto de 2016, o maior já registrado na história.

Não existe “política economica de gogó” nem “fator Miriam Leitão” que perdure na atividade econômica.

A não ser nos jornais, que talvez apresentem a queda como “melhora”.

Mas mesmo para eles está difícil.

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