Tijolaço: suspensão da carne brasileira não foi coincidência

"No mercado mundial, não esperem piedade", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "O problema não é o volume de compras dos EUA de carne brasileira in natura, que não é expressivo no volume global de carnes exportadas. O problema é o efeito-cascata sobre outros mercados. E, com ele, a JBS 'vai pro saco'", afirma

Funcionários durante visita técnica à unidade da JBS em Lapa, no Paraná 21/3/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Funcionários durante visita técnica à unidade da JBS em Lapa, no Paraná 21/3/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

No mercado mundial, não esperem piedade.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou ontem a suspensão da importação de todas as carnes frescas vindas do Brasil.

A desculpa foram “resultados negativos” em testes de qualidade da carne brasileira que no mercado norte-americano.

Segundo as autoridades dos EUA,  11% dos produtos de carne fresca brasileira importados foram rejeitados em testes, 11 vezes mais que a taxa de rejeição de 1% das entregas vinda do resto do mundo”.

“Apesar do comércio internacional ser uma parte importante do nosso departamento, e o Brasil é um de nossos parceiros, minha prioridade é proteger os consumidores americanos. É isso que fazemos suspendendo a importação de carne fresca do Brasil”, disse o secretário americano, em comunicado.

Segundo o comunicado, a suspensão vale “até que o ministério de Agricultura brasileiro tome medidas corretivas que os EUA achem satisfatórias”, disse o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue,

O problema não é o volume de compras dos EUA de carne brasileira in natura, que não é expressivo no volume global de carnes exportadas.

O problema é o efeito-cascata sobre outros mercados.

E, com ele, a JBS “vai pro saco”.

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