Trump quer abrir 90% mares dos EUA para exploração de petróleo e gás

Administração Donald  Trump propôs abrir quase todas as águas no mar dos Estados Unidos para perfuração de petróleo e gás, revertendo proteções no Ártico, Atlântico e Pacífico, revertendo um das últimas ações de seu antecessor Barack Obama na área ambiental; "Queremos o crescimento da indústria energética em alto mar da nossa nação, ao invés de aos poucos abrir mão dela para costas estrangeiras", disse o  secretário do interior, Ryan Zink

Presidente dos EUA, Donald Trump 03/11/2017 REUTERS/Jonathan Ernst
Presidente dos EUA, Donald Trump 03/11/2017 REUTERS/Jonathan Ernst (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - A administração de Trump propôs nesta quinta-feira abrir quase todas as águas no mar dos Estados Unidos para perfuração de petróleo e gás, revertendo proteções no Ártico, Atlântico e Pacífico.

O esforço para expandir a produção energética americana enfrenta objeções de ambientalistas, autoridades de Estado e alguns grupos empresariais preocupados com vazamentos e com o potencial impacto no turismo litorâneo.

O secretário do interior, Ryan Zinke, disse que o programa Nacional para locação de áreas extra-continentais para extração de petróleo e gás de 2019 a 2024 deixará mais de 90 por cento da área costeira disponível para arrendamento, incluindo partes colocadas fora dos limites pelo ex-presidente Obama.

"Nós queremos o crescimento da indústria energética em alto mar da nossa nação, ao invés de aos poucos abrir mão dela para costas estrangeiras", disse Zinke.

Semanas antes de deixar a Casa Branca, Obama baniu novas perfurações de petróleo e gás em águas federais nos oceanos Atlântico e Ártico, protegendo 46,5 milhões de hectares de águas do Alaska e 1,5 milhão de hectares no Atlântico, de New England a Cesapeake Bay.

A proposta vem enquanto os preços baixos do petróleo e o crescimento da produção em terra tem diminuído a demanda industrial por concessões em alto mar, elevando as dúvidas sobre os benefícios desse movimento.

Após o anúncio nesta quinta-feira, advogados dos dois partidos, grupos ambientais e líderes de empresas da costa do Atlântico disseram que são contra qualquer esforço para abrir seu litoral para perfuração, citando os riscos ambientais e a ameaça às lucrativas indústrias de turismo.

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