Ucrânia pede ajuda de US$ 35 bilhões até 2015

País também propôs “organizar uma grande conferência internacional de doadores com a União Europeia (UE), os Estados Unidos, o FMI [Fundo Monetário Internacional] e outras organizações financeiras internacionais, com o objetivo de obter fundos para a modernização e reformas

Anti-government protesters light torches and mobile devices during a rally in central Independence Square in Kiev February 21, 2014. Ukraine's opposition leaders signed an EU-mediated peace deal with President Viktor Yanukovich on Friday, aiming to resolv
Anti-government protesters light torches and mobile devices during a rally in central Independence Square in Kiev February 21, 2014. Ukraine's opposition leaders signed an EU-mediated peace deal with President Viktor Yanukovich on Friday, aiming to resolv (Foto: Roberta Namour)
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*Da Agência Brasil
A Ucrânia precisa de US$ 35 bilhões (25,4 bilhões de euros) nos próximos dois anos e pede a realização de uma conferência internacional de doadores, anunciou hoje (24) o ministro interino das Finanças, Iuri Kolobov. “O montante de ajuda econômica que a Ucrânia necessita pode chegar aos US$ 35 bilhões em 2014-2015”, disse ele em comunicado.

“Pedimos aos nossos parceiros ocidentais a concessão de crédito, dentro de uma semana ou duas”, acrescentou o ministro, sem precisar o valor solicitado.

A Ucrânia também propôs “organizar uma grande conferência internacional de doadores com a União Europeia (UE), os Estados Unidos, o FMI [Fundo Monetário Internacional] e outras organizações financeiras internacionais, com o objetivo de obter fundos para a modernização e reformas na Ucrânia”, disse ainda Kolobov.

O presidente interino Olexandre Turchinov advertiu, nesse domingo, que a Ucrânia se encontra à beira de não cumprir os pagamentos. “A Ucrânia está escorregando para um precipício, está à beira de não cumprir os seus pagamentos”, declarou Turchinov, denunciando que o governo do presidente deposto, Viktor Ianukovich, e de seu primeiro-ministro, Mykola Azarov, “arruinou o país”.

O Parlamento ucraniano destituiu, no sábado (22), o presidente, depois dos confrontos entre manifestantes e forças de segurança na semana passada, que deixaram 82 mortos no centro de Kiev, embora a oposição fale em mais de 100 mortos.
Viktor Ianukovich, que está desaparecido desde sábado, é alvo de um mandado de prisão por “assassinato em massa”, anunciou o ministro do Interior interino ucraniano, Arsen Avakov. “Uma investigação criminal contra Ianukovich e outros funcionários governamentais foi aberta por causa da morte em massa de civis. Um mandado de prisão foi assinado", anunciou o ministro em sua página no Facebook.

A representante da diplomacia europeia, Catherine Ashton, é esperada em Kiev no início da tarde de hoje. Os países ocidentais já demonstraram receio sobre a integridade da Ucrânia após a crise da semana passada.

A União Europeia já se mostrou pronta a ajudar a Ucrânia, a honrar os seus compromissos financeiros e ajudar a negociar a transição política, disse o ministro das Finanças britânico, George Osborne.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente russo, Vladimir Putin, concordaram que a Ucrânia “deve instaurar rapidamente um governo capaz de agir e que a integridade territorial deve ser preservada”,
anunciou a chancelaria alemã.

Amanhã (25), é esperada a nomeação de um governo interino, que ficará no poder até as eleições presidenciais, em 25 de maio.

*Com informações da Agência Lusa

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