Ultra pode controlar 45% do mercado de gás de botijão

O setor de gás de botijão, que tem um longo histórico de investigações e processos administrativos nos órgãos de defesa da concorrência por suspeitas de combinação de preços, pode ficar ainda mais concentrado: estão a pleno vapor as negociações entre o grupo Ultra e a Petrobras para a venda da distribuidora de gás de botijão Liquigás; caso conclua a operação, avaliada pelo mercado em cerca de R$ 3 bilhões, o grupo Ultra ficará com 45% do mercado brasileiro; a expectativa do mercado é que o negócio enfrente resistências nos órgãos de defesa da concorrência

Ultra pode controlar 45% do mercado de gás de botijão
Ultra pode controlar 45% do mercado de gás de botijão

247 - O setor de gás de botijão, que tem um longo histórico de investigações e processos administrativos nos órgãos de defesa da concorrência por suspeitas de combinação de preços, pode ficar ainda mais concentrado. Estão a pleno vapor as negociações entre o grupo Ultra e a Petrobras para a venda da distribuidora de gás de botijão Liquigás. Caso conclua a operação, avaliada pelo mercado em cerca de R$ 3 bilhões, o grupo Ultra ficará com 45% do mercado brasileiro. A expectativa do mercado é que o negócio enfrente resistências nos órgãos de defesa da concorrência, diz reportagem da Folha de S.Paulo

Peça central no negócio, a Liquigás é alvo de investigações de formação de cartel.

"De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Ultragaz lidera as vendas no país, com uma fatia de 23,7% em junho, dado mais recente disponível. A Liquigás, da Petrobras, está em segundo lugar, com 21,9% de participação.

"O consumidor vai ficar nas mãos de um número ainda menor de empresas, com grande poder para formar preços. É quase um monopólio privado", diz o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili.

Ele disse temer "milhares" de demissões entre os empregados da Liquigás e nas cerca de 60 mil revendas do combustível no país.

A Folha apurou que uma das estratégias do grupo Ultra é tentar ampliar a análise da operação para o segmento de gases combustíveis, incluindo o gás natural, que é concorrente do GLP em alguns segmentos.

Dessa forma, a participação de mercado do grupo nas vendas totais seria diluída, facilitando a aprovação."

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