Zoellick deixará presidência do Banco Mundial em 30 de junho

No h indicao para substituto, mas Lael Brainard, subsecretrio do Departamento do Tesouro, parece ser o preferido

Zoellick deixará presidência do Banco Mundial em 30 de junho
Zoellick deixará presidência do Banco Mundial em 30 de junho (Foto: Christian Hartmann/Reuters)

A administração do presidente norte-americano Barack Obama decidiu não apontar Robert Zoellick para um segundo mandato de cinco anos à frente do Banco Mundial. Ele confirmou hoje que deve deixar o posto em 30 de junho, quando acaba seu mandato.

Zoellick, que é norte-americano, foi apontado pela Casa Branca para o Banco Mundial no mandato do ex-presidente republicano George W. Bush. Ele comandou a instituição durante um dos períodos econômicos mais voláteis na história moderna.

Tecnicamente, os membros do Banco elegem o novo líder, mas geralmente é Washington que escolhe quem vai ocupar o cargo. Essa regra informal está em vigor desde que os EUA ajudaram a fundar a instituição, após a Segunda Guerra Mundial.

O governo norte-americano ainda não informou oficialmente quem será indicado para o posto de Zoellick, mas Lael Brainard, subsecretário do Departamento do Tesouro para assuntos internacionais, parece ser o preferido da administração Obama. Também são citados os nomes do ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers e da secretária de Estado Hillary Clinton.

Durante o mandato de Zoellick, a estrutura política global passou por uma forte transformação, com países emergentes ganhando mais poder, principalmente após a crise financeira de 2008 e a atual crise da dívida soberana na Europa.

"O Banco reconheceu que nós vivemos em um mundo de múltiplos polos de crescimento, onde os conceitos tradicionais de 'Terceiro Mundo' estão agora desatualizados e onde países em desenvolvimento têm um papel essencial a exercer, como motores do crescimento e participantes responsáveis", disse Zoellick em comunicado.

"Ao mesmo tempo, nós aumentamos nossa ajuda aos povos, países e comunidades mais pobres, e mostramos que o Banco pode ser um inovador indispensável, catalisador e guia de um multilateralismo modernizado", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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