Aroeira: Bretas quer ser a nova cara da Lava Jato

Para o cartunista, o juiz Marcelo Bretas, que autorizou a deflagração de uma operação da Polícia Federal contra a advocacia brasileira, “quer ser o novo, o substituto, o cara da Lava Jato, agora na versão mais bolsonarista”. Assista na TV 247

Renato Aroeira e Marcelo Bretas
Renato Aroeira e Marcelo Bretas (Foto: Ederson Casartelli/Brasil247 | ABr)
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247 - O cartunista Renato Aroeira comentou na TV 247 a decisão do juiz Marcelo Bretas de autorizar a deflagração de uma operação da Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato do Rio de Janeiro, na última semana que foi vista por especialistas como um ataque à advocacia brasileira e, consequentemente, ao direito de defesa, princípio básico do Estado Democrático de Direito.

Para Aroeira, Bretas tenta se apresentar como a nova cara da Operação Lava Jato após a saída dos principais nomes da força-tarefa, como o procurador Deltan Dallagnol. “O Bretas quer ser o Deltan Dallagnol da geração dele, digamos assim. Quer ser o novo, o substituto, o cara da Lava Jato, agora na versão mais bolsonarista. O que ele está fazendo ajuda a fixar o bolsonarismo. Essa associação entre a esquerda, entre os advogados do Lula e o Wassef aí já é da imprensa, que esqueceu de contar aos leitores que são dois processos diferentes. O Bretas quer ser a nova cara da Lava Jato”.

Aroeira falou também sobre a estranha atitude de Jair Bolsonaro de entrar, sem aviso prévio, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar a última sessão do ministro Dias Toffoli na presidência da Corte. O cartunista disse que Bolsonaro ‘agiu feito cachorro que entra na igreja quando vê a porta aberta’. “Bolsonaro desaparece e surge no Supremo Tribunal justamente no momento em que você tem uma ofensiva da ala bolsonarista do Judiciário no meio da Lava Jato e tudo mais para forçar, para insinuar que ‘quem manda aqui somos nós ainda’”.

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