Mario Vitor Santos: “estamos presenciando a derrocada do bolsonarismo como força mobilizadora golpista”

"Esses dias finais em que Jair fica vagabundeando no Alvorada e se recusa a reconhecer a derrota aceleram seu desgaste de maneira que ele não deveria negligenciar", diz jornalista

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(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters)


247 - Em participação na TV 247, o jornalista Mario Vitor Santos analisou que a recente postura de Jair Bolsonaro (PL) de 'se esconder' dos holofotes após a derrota nas eleições presidenciais deste ano reforça a decadência do atual chefe do Executivo como uma força política.

"Estamos testemunhando a decadência do bolsonarismo como força política capaz de nuclear uma rebelião, insurreição ou golpe", analisou o jornalista, que aproveitou a ocasião para comparar as ameaças golpistas bolsonaristas com a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2022: "o bolsonarismo ameaça o Brasil, é uma espécie de seleção da Sérvia, a gente teme muito o que possa acontecer, mas na hora do jogo o Brasil é mais forte e a seleção da Sérvia não se revela tão ameaçadora."

"O Bolsonaro faz uma espécie de caminhada para a extrema-direita ainda mais radical do que aquela que ele manteve durante seu governo. Se alinha a essas forças desestabilizadoras, golpistas, que são mais restritas do que a frente que o apoiou. Há vários setores, inclusive, do bolsonarismo que não concordam ou estão dispostos a questionar a validade do resultado das urnas. Então o Bolsonaro acelera sua decadência quando o resultado já está definido e não há mais o que fazer", afirmou Mario Vitor. 

"E esses dias finais em que ele se ausenta do trabalho, fica vagabundeando no Palácio da Alvorada e se recusa a reconhecer de público a derrota aceleram esse desgaste de uma maneira que ele não deveria, se fosse sábio politicamente, negligenciar. Ele perde capital político necessário para que ele possa manter sua representatividade no período que se abre depois que ele sair do poder, em que ele terá que liderar a oposição ao governo petista e que certamente terá que atrair outros antipetistas que não são exatamente bolsonaristas", concluiu o jornalista.

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