Preto Zezé: Não temos que ‘estudar sobre os pobres’, temos que ‘aprender com os pobres’

Para o presidente da CUFA Global, que falou ao canal de Eduardo Moreira, quando um grupo se propõe a “estudar os pobres”, “fica parecendo que vai dizer o que tem que ser feito com o cara que está passando perrengue há anos”

Preto Zezé, presidente da CUFA Global
Preto Zezé, presidente da CUFA Global (Foto: CUFA)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Quando se fala em economia voltada à redução da pobreza, um aspecto frequentemente esquecido por governos e instituições humanitárias - tanto no Brasil quanto no mundo - ilustra as propostas políticas: o público-alvo destes programas possuem aspirações, esperanças e opiniões próprias.

Durante sua live com a participação de Preto Zezé, presidente global da Central Única de favelas - CUFA, empresário, escritor e fundador da LIS - Laboratório de Inovação Social, Eduardo Moreira traz à luz o tema. “Aqui no Brasil, temos um grupo de pessoas - e pode me incluir nele - que decidiu ou decide ‘estudar sobre os pobres’. Isso é uma arrogância e, muitas vezes, a gente não se toca disso. Fica parecendo que a gente vai dizer o que tem que ser feito com o cara que está passando perrengue há anos”, afirma.

“Precisamos focar nos pontos comuns. Porque o momento da luta atual é um momento de total desorientação no próprio campo progressista, que propõe a mudança de direções na vida. Se falarmos, hoje, da presença dos negros nas direções partidárias não existe. As lideranças são preenchidas por homens brancos da classe média”, completa.

Segundo Preto Zezé, esses fatores impedem o crescimento do país como um todo. “A população negra é a maioria no Brasil. Então, como tirar dela o emprego, a segurança, a educação? A própria pandemia de Covid-19 mostra onde está o maior número de mortes”, acrescenta.

“Me perdoem, mas a maioria dos economistas não sabe nada da vida de uma pessoa que mora na favela ou na periferia. Quem deve dizer o tipo de solução que deve ser buscada é quem conhece aquela realidade, que vive aquele sofrimento. É o cara que sabe onde o calo aperta e que sabe onde amaciar o sapato pra não doer”, finaliza Eduardo Moreira.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247